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A foto de perfil no aplicativo de mensagens e chamadas de voz de Shirlene Fernandes, 46 anos, mudou. A nova imagem traz um Golden Retriever, de cinco anos, com o pelo amarelo dourado que só a raça tem. O olho do cachorro está cerrado. Sobre o focinho do canino, a mão de uma criança.
Os dedos são de Maria Nicole Fernandes da Silva, filha de Shirlene. Antes de ver Thor, mas um Thor sem martelo, a criança de seis anos nunca tinha visto, cara a cara, um cachorro. É que desde os sete meses de idade, a morada dela tornou-se o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM).
Maria Nicole nasceu sem apresentar nenhum problema, segundo a mãe. Revirar na cama, por exemplo, era uma tarefa típica de bebê executada por ela. Aos sete meses de idade ela foi internada no Hospital por causa de uma pneumonia grave. No entanto, três, quatro meses depois, a menina foi diagnostica com atrofia muscular espinhal, doença degenerativa e sem cura conhecida como AME.
A enfermidade explicava a perda de movimentos que a menina vinha apresentando. “Foram muitos exames até chegarmos nesse resultado”, pontuou a mãe. A pediatra Jussara Silva Lima explicou que, devido à atrofia, a menina não consegue movimentar da nuca para baixo, e comunica-se apenas por mimica facial discreta.