
Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:

Uma trupe circense com mais de 50 integrantes está parada e isolada em Uberaba sem poder se apresentar, nem seguir viagem devido ao coronavírus.
Diante da situação, os artistas do Circo Khronos estão vivendo de doações e têm um prazo para deixar o Parque Fernando Costa, local onde estão instalados desde os cancelamentos dos espetáculos.
O mágico Lucas Rangel contou que o grupo não estava preparado para enfrentar a situação e não sabe quando vai levantar novamente as lonas do circo. O primeiro espetáculo de inauguração estava agendado para o dia 13 de março.
“Chegamos na cidade, começamos a primeira semana e já deu uma diminuída no público, porque já havia o assunto do coronavírus. Quando foi a segunda semana acabou tudo, fecharam tudo, tivemos que fechar as portas”, explicou.
A equipe está reclusa e não trabalha desde etnão. A artista Erismar Cristina Ferreira contou que treina para não perder a forma, mas é necessário “jogo de cintura” para encarar uma situação que exige equilíbrio, como controlar a saudade do picadeiro.
“É uma emoção que as pessoas transmitem para gente quando estamos entrando e se apresentando, vendo o sorriso delas e as palmas é muito bom”, recordou.
O circo que está em Uberaba já tinha contratos assinados em outras cidades, como Uberlândia, Betim e Goiás, mas todos foram cancelados. O grupo está no Parque Fernando Costa, mas precisa deixar o local, conforme explicou o diretor do circo, Edilson Ribeiro.
“Nosso contrato aqui em Uberaba venceu dia 13. A princípio nos deram um prazo de cinco dias para desocupar o local. Conversando com a presidência e aumentaram o prazo para 15 dias, a partir da última quarta-feira (15)”, explicou.
Ele contou que o circo não tem para onde ir e estão contando com o apoio da Prefeitura, população e órgãos competentes para ajudar a achar um espaço que tenha o mínimo possível de estrutura, como água e luz.
“Temos 57 pessoas no circo entre crianças e adultos. São 15 crianças, dez idosos na faixa etária de risco e estamos com medo. Estamos igual o navio transatlântico que nenhum porto quer nos receber e sem saber o que fazer agora”, finalizou.
Via: Portal G1 Imagem: Circo Kronhnos