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Nesta quarta-feira (2), a Polícia Civil deflagrou a terceira fase da Operação “Malebolge” em Araxá. Foram cumpridos três mandados de prisão temporária e dois de busca e apreensão. Os alvos, neste momento, são investigados que atuam no terceiro setor e suspeitos de desviar valores de projetos custeados com recursos públicos municipais.
O delegado Renato Alcino vai detalhar, em coletiva de imprensa, o trabalho realizado pela Polícia até o momento nas investigações deste caso.
A coletiva será nesta quinta-feira (3) às 11h, no Departamento da Polícia Civil.
Na última semana, a Justiça decretou a prisão preventiva de um dos envolvidos na Operação “Malebolge”. Segundo o delegado, o suspeito estava preso temporariamente desde o dia 20 de agosto e foram obtidos elementos suficientes para embasar o pedido de prisão preventiva do investigado. Ele é filho do casal que era dono da empresa de vans, que também estão presos.
As investigações deram conta que o suspeito aderiu ao projeto criminoso a partir do momento que abriu uma empresa de recolhimento de lixo hospitalar, para supostamente lavar o dinheiro desviado da Prefeitura por meio da empresa de vans dos pais dele.
Para o delegado, o conteúdo probatório foi suficiente para que fosse solicitada a prisão do filho do casal.
“Os crimes cometidos pelo filho do casal investigado na Operação ‘Malebolge’ tira recursos municipais que poderiam proporcionar aos filhos das famílias menos abastadas, melhores condições de educação, saúde, assistência social, enfim; condições mais dignas, como preconiza a nossa Constituição”, afirmou.
O delegado disse também que os bens da empresa como valores em contas bancárias e imóveis, por exemplo, foram bloqueados. Ainda de acordo com as investigações, há fortes indícios que a empresa foi utilizada pelo grupo criminoso para, além de lavar dinheiro, patrocinar outras infrações criminais.
Até o momento, seis pessoas foram presas e seguem detidas no Presídio de Sacramento. Sobre os pedidos de prisões solicitados até então pela Polícia Civil à Justiça, o delegado explicou que eles são feitos apenas em casos de extrema necessidade.
“Importante salientar que não vulgarizo a prisão em hipótese alguma. Essas pessoas presas até então, se estivessem na na rua, exerceriam poder econômico e social fora do comum e é por isso que estão recolhidas”, destacou.
Já foram bloqueados de todo grupo preso, até o momento, 26 imóveis, 32 veículos, além de outros bens que somados chegam a R$ 10 milhões.
Fonte:G1