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A Polícia Civil indiciou o vice-prefeito de Perdizes, Vinícius de Figueiredo Barreto (Cidadania) e dois funcionários da prefeitura, André Luís Ferreira Silva e Wallinson Douglas Silva Presentino, por organização criminosa, peculato – desvio de dinheiro público, corrupção e coação eleitoral. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (29) durante uma coletiva de imprensa do delegado da cidade, Rafael Pereira Silva Gallo. O trio foi investigado por dar materiais de construção em troca de voto durante a Operação “Voto de Cabresto”.
De acordo com a autoridade policial, os apoiadores do vice-prefeito envolvidos no caso também foram indiciados por corrupção eleitoral. “As vendas dos votos, seja por parte do político ou do eleitor, é crime tipificado em lei. Agora, o inquérito concluso será remetido ao Ministério Público”, explicou o delegado. Não foi informado o número de acusados e os nomes deles.
Os servidores foram presos no dia 16 de outubro, durante cumprimento de mandados de prisão em Perdizes. Já o vice-prefeito se entregou à Polícia Civil, na Delegacia Regional de Araxá. Ainda foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e mais de R$ 5 milhões foram apreendidos. No dia 21 deste mês, a Justiça Eleitoral concedeu habeas corpus para os envolvidos.
Neste ano, Vinícius Barreto é candidato a prefeito e já teve o registro deferido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em nota, a defesa do vice-prefeito se pronunciou.
“A defesa de Vinícius de Figueiredo Barreto, atual vice-prefeito de Perdizes e candidato a Prefeito nas eleições 2020 vem manifestar sobre a dita entrevista do Delegado de Polícia Civil de Perdizes, onde traz a notícia de conclusão do Inquérito.
Inicialmente, cumpre-nos esclarecer que a defesa não teve acesso integral ao Inquérito Policial o que viola a Súmula nº 14 do STF. A defesa protocolou três requerimentos junto ao Senhor Delegado, sem resposta, o que ensejou com o ingresso na Justiça Eleitoral com Mandado de Segurança.
Cumpre salientar que Vinícius Barreto está em plena campanha eleitoral, e que em razão do não acesso integral ao Inquérito, não foi possível em tempo a oitiva do mesmo junto ao Delegado que o intimou uma única vez (dia 27) e, em virtude da agenda eleitoral rural não foi possível chegar em tempo para depor, visto que poucas horas antes do horário marcado. Inclusive cumpre esclarecer que a defesa no dia seguinte (dia 28/10/2020) procurou o Senhor Delegado no intuito de acessar integralmente o inquérito e logo em seguida ouvir Vinícius, sendo recusado de plano.
Vinícius Barreto continua com o firme propósito de prestar todos os esclarecimentos necessários à Justiça sobre quaisquer fatos que envolva seu nome e que ao final do processo judicial sua inocência será provada”.
Fonte:G1