Um dos clichês eleitorais do Brasil é dizer que o candidato à presidência que vence em Minas, leva também a vitória em âmbito nacional. O estado considerado síntese do país , tem sua votação quase sempre espelhando o resultado final de todas as urnas brasileiras e a diferença entre os dois resultados quase nunca supera 10 pontos percentuais desde a redemocratização.

Em 1989, primeira eleição direta para a Presidência da República após a ditadura militar, Fernando Collor de Mello (PRN), registrou a menor diferença entre os percentuais nacionais e mineiros nas eleições.

No primeiro turno, Collor teve 30,48% dos votos válidos e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve 17,19% nas urnas brasileiras, uma margem de 13,29 p.p. Já em Minas, Collor ficou à frente de Lula por uma margem de 13,01 p.p. Portanto, a diferença entre o cenário nacional e o mineiro foi de apenas 0,28 p.p.

Em 2022, a diferença entre Lula e Jair Bolsonaro (PL) no primeiro turno foi de 5,23 p.p. no Brasil e de 4,69 p.p. em Minas Gerais, uma diferença de apenas 0,54 p.p. entre a votação nacional e o recorte estadual. No segundo turno, a diferença entre os dois cenários subiu para 1,4 p.p., ainda muito próximos.

A maior diferença já observada entre o cenário nacional e o mineiro se deu em 1994, quando Fernando Henrique Cardoso (PSDB) levou a disputa no 1º turno com 54,28% dos votos contra 27,04% de Lula no Brasil. Em Minas, o Tucano teve um desempenho ainda melhor, com uma vitória por 64,28% contra 21,9%. A distância entre os dois candidatos nos dois recortes teve uma variação de 15,68 p.p.

Veja a tabela completa: