Um dia antes de ir aos EUA, Flávio Bolsonaro gravou vídeo dizendo que 'jamais deixaria o Brasil'
Senador é investigado em dois inquéritos no STF e, sem cargo político para o próximo ano, fica sem foro privilegiado. Crédito: Instagram/@flaviobolsonaro
Gerando resumo
O senador e candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou nesta sexta-feira, 27, aos Estados Unidos com sua mulher e filhas. A informação foi confirmada ao Estadão/Broadcast por integrantes do governo americano.
Nesta terça-feira, 27, a Polícia Federal comunicou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que Flávio descumpriu a ordem judicial para entrega dos seus passaportes. Por isso, a PF realizou o cancelamento dos passaportes dele em seu sistema de controle.
Flávio Bolsonaro foi intimado na segunda-feira, 26 , para entregar seus passaportes em um prazo de 24 horas. Esse prazo venceu no final da manhã desta terça-feira, 27, mas ele não compareceu para cumprir a ordem. Apesar do descumprimento, não é possível considerá-lo foragido, porque não há mandado de prisão contra o senador.
O Departamento de Estado dos EUA informou que concederá vistos a Flávio Bolsonaro e sua família. O candidato do PL não reconheceu a derrota nas urnas ao presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) .
O mandato de Flávio como senador termina em 31 de janeiro de 2027, data em que perde o foro por prerrogativa de função. Um dia após a derrota para Lula - quando disse que pediria a anulação das eleições -, Flávio disse nesta segunda-feira que iria “organizar” a oposição ao governo.
Em vídeo, ele afirmou em vídeo, nesta segunda-feira, 26, que não sairia do País e que entregaria o passaporte à PF, seguindo a intimação que recebeu na manhã daquele dia.
“Eu nunca pensei em sair do País. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar”, disse o Flávio na véspera de deixar o Brasil.
No vídeo, Flávio afirmou ainda que a decisão de Moraes teria como motivação uma declaração de seu irmão, Eduardo Bolsonaro (PL), feita em um podcast americano. No programa, realizado na sexta-feira anterior ao dia da eleição, Eduardo defendeu que Flávio deixasse o País, caso perdesse a eleição. “Eu nunca falei isso”, disse o senador.

