A Fundação Educacional Lucas Machado (Feluma) vai dobrar a capacidade de internação da própria rede assistencial pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que passará de 250 para 500 leitos com a implantação da Unidade II do Hospital Universitário Ciências Médicas de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

Anunciada nesta sexta-feira (30/10), a nova unidade funcionará no prédio da Maternidade Octaviano Neves, no bairro Santa Efigênia, região Centro-Sul, e contará com 250 novos leitos e 70 pontos de hemodiálise.

A previsão é iniciar a abertura gradual dos serviços no fim de novembro.

A nova unidade também contará com médicos que atuam na formação de estudantes da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais.

Entre eles está Rodrigo Lasmar, médico do Atlético e da Seleção Brasileira.

O presidente da Feluma, Wagner Eduardo Ferreira, citou o profissional como exemplo da qualidade do corpo clínico que atenderá os pacientes do SUS. “Quem opera joelho no nosso hospital é o pessoal do Atlético, o Rodrigo Lasmar, médico também da Seleção Brasileira.

O dr.

Otaviano de Oliveira Júnior.

São profissionais de qualidade", diz.

Segundo o presidente, a proposta é integrar a assistência à população ao ensino universitário.

A unidade também será utilizada na formação de estudantes de graduação e pós-graduação, com acompanhamento de profissionais experientes.

A Feluma comprou o imóvel por R$ 60 milhões, com recursos próprios, segundo Ferreira.

A instituição prevê investir outros R$ 40 milhões em obras e adaptações para adequar a estrutura ao atendimento pelo SUS.

A mudança para o atendimento exclusivo pela rede pública será gradual.

Durante esse período, pacientes que já utilizam o hospital por meio de planos de saúde continuarão recebendo assistência.

A expectativa da fundação é começar a abrir os serviços no fim de novembro e ampliar a oferta ao longo de dezembro.

A data de funcionamento integral ainda não foi definida.

A Feluma é mantenedora da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais e de outros institutos de atendimento à saúde.

Atendimento será regulado pelo município

A nova unidade não terá atendimento por demanda espontânea, conhecido como porta aberta.

Os pacientes serão encaminhados pela rede pública, conforme a regulação da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte.

Segundo Ferreira, as vagas serão destinadas a pacientes encaminhados por unidades básicas de saúde (UBSs) e unidades de pronto atendimento (UPAs).

Pessoas de outros municípios também poderão receber assistência, desde que as prefeituras negociem o encaminhamento por meio do Tratamento Fora do Domicílio (TFD).

O secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, afirmou que o governo mineiro contribuirá com equipamentos e com a estruturação da nova unidade.

Segundo ele, o hospital poderá ajudar a enfrentar gargalos da rede pública em Belo Horizonte e na Região Metropolitana.

Baccheretti citou especialidades como cirurgia vascular e urologia entre as áreas em que a ampliação da oferta poderá contribuir para atender pacientes que aguardam procedimentos.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a aquisição permitirá dobrar a capacidade de internação da Feluma e ampliar a oferta de hemodiálise.

Ele também relacionou a iniciativa ao programa Agora Tem Especialistas, do governo federal.

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Segundo Padilha, o programa permite que instituições de saúde ampliem a oferta de cirurgias, exames e outros procedimentos especializados em troca de benefícios tributários, conforme as regras da iniciativa.

O ministro afirmou ainda que o país registrou quase 15 milhões de cirurgias em 2025 e que a expectativa é superar esse volume em 2026.

De acordo com ele, o resultado de 2025 representou um aumento de 42% em relação a 2022.