A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) indiciou, nessa quinta-feira (5/11), Samuel Castro Melo, de 18 anos, e a atual namorada dele, Carla Luíza da Silva, de 23, pela morte da balconista Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O casal vai responder por feminicídio, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menores.

Segundo a PCMG, o inquérito policial foi concluído nessa quinta-feira (6/11) e encaminhado à Justiça.

A reportagem de O TEMPO apurou que Carla também foi indiciada por furto qualificado, por supostamente subtrair soda cáustica do local onde trabalhava.

Procurado, o advogado da família da vítima, Marcus Torres, afirmou que o inquérito foi distribuído à Justiça, mas a equipe de assistência à acusação ainda não foi habilitada nos autos e, por isso, não teve acesso integral ao conteúdo da investigação. "A análise dos detalhes depende do acesso completo aos autos que estão em segredo de Justiça", pontuou.

O processo tramita sob sigilo judicial.

Ainda segundo o advogado, o processo foi colocado sob segredo de Justiça pela própria Polícia Civil antes de ser encaminhado à Justiça.

Relembre o caso

Beatriz Vitória, de 27 anos, desapareceu em 9 de outubro, após sair de um bar em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para encontrar o ex-companheiro, Samuel Castro Melo, de 18 anos.

Antes de deixar o estabelecimento, ela pediu aos amigos que fossem procurá-la caso não retornasse em cinco minutos.

Como a jovem não voltou, eles acionaram familiares e a Polícia Civil.

Durante as investigações, imagens de câmeras de segurança mostraram um carro nas proximidades do bar, que seria do pai dele.

Nas investigações, a PCMG identificou que Samuel, a atual namorada dele, Carla Luíza da Silva, de 23 anos, e uma adolescente de 15 anos estavam no veículo.

A menor colaborou com os investigadores e indicou o local onde Beatriz teria sido levada.

O corpo foi encontrado em uma área de mata, enterrado em uma cova, com mãos e pés amarrados e coberto por soda cáustica.

A Polícia Civil apontou desavenças entre Beatriz e Carla como uma possível motivação para o crime.

Outra linha de investigação apurou uma possível gravidez da vítima, ainda não confirmada oficialmente.

Samuel admitiu ter participado da captura de Beatriz, mas negou o homicídio.

Carla permaneceu em silêncio durante o interrogatório, enquanto a adolescente afirmou que ficou dentro do carro e não sabia o que havia acontecido.

Os três foram indiciados.

Cronologia do caso

9 de outubro: Beatriz desaparece após sair de um bar para encontrar o ex-companheiro.

Amigos e familiares comunicam o desaparecimento à Polícia Civil e investigação é iniciada.

Durante as buscas, imagens de câmeras identificam Samuel, Carla e uma adolescente no carro.

21 de outubro: adolescente indica a área de mata onde Beatriz foi enterrada e corpo é localizado.

Após as prisões, Polícia Civil analisa celulares e apura a participação de cada suspeito.

5 de novembro: Samuel e Carla são indiciados por feminicídio, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menores.