O deputado federal e presidente do PL-MG, Zé Vitor, foi às redes sociais para criticar os “boicotes” a estabelecimentos, prestadores de serviço e trabalhadores por divergências políticas.

Em vídeo divulgado no Instagram, o parlamentar afirmou ter ficado insatisfeito com o resultado das eleições de 2026, em que Flávio Bolsonaro (PL) perdeu para o presidente Lula (PT) na disputa pelo Palácio do Planalto.

Para Zé Vitor, porém, a derrota não deve levar as pessoas a perder “capacidade de respeitarmos uns aos outros”.

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“Que vergonha dos dois lados, tanta ofensa, tanta intolerância, tanta gente tratando o outro como inimigo só porque ele pensa diferente.

Deixa de comprar numa loja, boicota o bombom, despreza quem recebe o benefício ou condena o produtor rural por suas posições políticas.

Pelo amor de Deus, gente, quando foi que a gente deixou de enxergar pessoas e passamos a enxergar eleitores?”, questiona Zé Vitor.

Na publicação, o presidente do PL diz que desaprova as condições da disputa eleitoral e que sofreu com a derrota, mas também faz uma autocrítica.

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“Eu também me decepcionei com parte do nosso grupo e comigo mesmo.

Tem que fazer aqui uma autocrítica.

Nós não conseguimos mostrar com clareza a nossa capacidade de administrar melhor esse país e transformar a vida das pessoas.

A gente errou na linguagem, no formato.

A gente precisa reconhecer isso.

Mas uma coisa é perder a eleição, outra coisa mais grave é perder a nossa capacidade de respeitarmos uns aos outros.”

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Após o resultado do segundo turno, publicações nas redes sociais passaram a incentivar o “boicote” a estabelecimentos, prestadores de serviço e trabalhadores por divergências políticas.

Em poucos dias, o Ministério Público do Trabalho (MPT) registrou 223 denúncias de assédio eleitoral em Minas e 2177 no Brasil.

Os casos dizem respeito, em especial, à demissão de trabalhadores como retaliação pela orientação política.

Nessa sexta-feira (30/10), a 77ª Vara do Trabalho de São Paulo deu 24 horas para a Meta remover de suas redes sociais publicações que incentivem empresários a vigiar, expor e demitir funcionários por causa de suas escolhas políticas nas eleições presidenciais.