Belo Horizonte – A eleição da Câmara dos Deputados deste ano aumentou os campos da direita e e esquerda e, consequentemente, reduziu o tamanho do chamado Centrão. A avaliação do vice-líder do governo na Casa, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) é que será necessário firmar alianças com esses partidos para dar sustentação ao próximo governo Lula .
“Nós definimos apoiar o presidente Hugo Motta [Republicanos] e propor um bloco que seja um bloco democrático. Que seria um bloco de esquerda, centro-esquerda, para poder ocupar os espaços na mesa e comissões com os partidos que votaram e elegeram o presidente Lula e o centro, os partidos do centrão” , afirmou o petista mineiro.
A legenda que mais cresceu na disputa foi o PL, que saltou de 98 parlamentares para 121 e que, junto ao Novo, que elegeu 10 deputados, devem formar a bancada mais à direita.
O PT teve um crescimento tímido, saindo de 69 para 70 deputados, mas junto com PSB (15), PSol (14), PCdoB (11), PV (7), PDT (6) e Rede (1), a tendência é que a esquerda chegue a aproximadamente 125 nomes.
Correia alega que, apesar do Centrão ter diminuído de tamanho, ele ainda segue com muita força. Sendo um grupo fundamental para a aprovação de pautas do governo.
“É uma sinalização de que a gente pode ter uma pauta definida, que seja mais concernente à vitória eleitoral das urnas. Aqui no Parlamento é o que nós temos a fazer agora”, comentou.

