A defesa do empresário mineiro Rodrigo Leonardo de Lima Alcântara, conhecido como “Rei da Sucata” , negou o envolvimento dela com organizações criminosas e a prática de crimes como lavagem de dinheiro. Alcântara foi preso na noite desse sábado (7), dentro de uma joalheria no Shopping Cidade Jardim, na zona sul de São Paulo.
A captura foi efetuada em uma ação conjunta do Gabinete de Segurança e Inteligência (GSI) do Ministério Público de Minas Gerais com a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Segundo os investigadores fluminenses, Alcântara atuava como um dos principais operadores financeiros de um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa Comando Vermelho (CV).
Em nota, a defesa afirma as empresas em que ele atua são regularmente estabelecidas, possuem funcionários e desenvolvem atividades econômicas, industriais e comerciais efetivas no setor de metais e reciclagem, não se tratando de empresas de fachada.
“A defesa de Rodrigo Leonardo de Lima Alcântara esclarece que ele jamais manteve vínculo com o Comando Vermelho, PCC ou qualquer organização criminosa, tampouco praticou lavagem de dinheiro em favor de terceiros”, disse a nota.
Alcântara foi alvo da Operação Metal Precioso, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal em 2025. A investigação desarticulou uma rede complexa de lavagem de dinheiro baseada no uso de 31 empresas de fachada criadas para a emissão de notas fiscais frias.
O grupo liderado por ele movimentou o valor impressionante de R$ 1,96 bilhão em documentos fiscais fraudulentos. A manobra simulava a compra e venda de sucatas e metais com o objetivo de gerar créditos ilegais de ICMS e enquadrar empresas operantes em regimes tributários favorecidos, causando rombos milionários em cofres estaduais por todo o Brasil.
Ainda de acordo com a defesa, os pagamentos mencionados na investigação decorreram de operações comerciais sem relação com atividades criminosas. Os advogados também afirmam que o “Rei da Sucata” não mantém vínculo pessoal com os destinatários apontados como supostamente envolvidos em crimes, e sequer os conhece. A banca vai entrar com um pedido de habeas corpus.
Veja a nota
A defesa de Rodrigo Leonardo de Lima Alcântara esclarece que ele jamais manteve vínculo com o Comando Vermelho, PCC ou qualquer organização criminosa, tampouco praticou lavagem de dinheiro em favor de terceiros.
As empresas em que atua são regularmente estabelecidas, possuem funcionários e desenvolvem atividades econômicas, industriais e comerciais efetivas no setor de metais e reciclagem, não se tratando de empresas de fachada.
Os pagamentos mencionados na investigação decorreram de operações comerciais, sem relação com atividades criminosas. Rodrigo não mantém vínculo pessoal com os destinatários apontados como supostamente envolvidos em crimes, sequer os conhece ou tinha ciência de eventual envolvimento ilícito. A compreensão dessas movimentações depende da análise de seu contexto negocial e contábil, não sendo possível presumir, a partir das transferências, participação consciente em práticas criminosas.
Todas as medidas defensivas cabíveis já foram adotadas, inclusive a impetração de habeas corpus e a apresentação da defesa nos autos. A defesa demonstrará, no decorrer do processo, a regularidade das operações e a inocência de Rodrigo.

