A família de Ludmilla Guilhermino, de 31 anos, procura informações sobre o paradeiro da mulher, desaparecida desde a última quarta-feira (28), após sair do trabalho no Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei) São Luiz, em Contagem , na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo os familiares, ela se despediu dos colegas no fim do expediente, mas não voltou para casa. O celular permanece desligado e, desde então, não houve mais contato.
Ludmilla é mãe de quatro crianças. O desaparecimento aconteceu por volta das 16h, na saída da instituição de ensino. A reportagem da Itatiaia conversou com a cunhada dela, Quezia Remigio, que relatou que a mulher deixou os pertences na escola, levando apenas o celular. O carro também permaneceu no local, com as chaves.
A preocupação aumentou depois que o marido de Ludmilla, Júlio Marques, encontrou uma carta no porta-luvas do veículo. Supostamente escrita por ela, a mensagem continha declarações negativas sobre si mesma, nas quais dizia não ser uma boa mãe e esposa, se descrevendo como uma pessoa horrível.
Informações sobre desaparecimento
Em áudios enviados à Itatiaia , Júlio disse que o texto também mencionava a possibilidade de tirar a própria vida. Durante o relato sobre o desaparecimento, o marido contou que a quarta-feira (28) começou normalmente. Ludmilla teria saído para trabalhar depois de almoçar, fez um lanche e se despediu dele com um abraço e declarações de carinho.
Durante o dia, os dois não tiveram mais contato. Ao perceber que ela não havia retornado para casa, Júlio tentou ligar para o celular, mas não obteve resposta. Inicialmente, ele imaginou que pudesse ter acontecido algum problema com o veículo.
Com o passar das horas e diante da ausência de notícias, começou a procurar informações sobre possíveis acidentes e a verificar se a mulher havia dado entrada em hospitais e unidades de saúde de Contagem.
Segundo o marido, a preocupação também estava relacionada ao estado emocional de Ludmilla. Ele relatou que ela fazia uso de medicamentos antidepressivos e que havia descoberto recentemente uma possível combinação dessas substâncias com outro produto.
A família suspeita que a mulher pudesse estar passando por um episódio de alteração do estado mental, mas não há confirmação sobre as circunstâncias do desaparecimento.
Júlio também contou que procurou a escola onde a esposa trabalhava para tentar obter imagens de câmeras de segurança e recuperar os pertences e a chave do carro. Segundo ele, houve dificuldades para acessar o veículo e os objetos pessoais da mulher.
A retirada da chave ocorreu posteriormente, com a presença de uma equipe policial e da irmã dele, Quezia Remigio. Foi durante essa ocasião que ele encontrou a carta. Apesar da preocupação com a possibilidade de que ela tenha atentado contra a própria vida, Júlio afirma manter a esperança de encontrá-la viva.
Ludmilla Guilhermino
Ludmilla Guilhermino é uma mulher alta, magra, de pele morena e cabelos castanho, na altura do ombro. No dia do desaparecimento, ela vestia calça jeans, blusa e tênis preto.
Em caso de informações que possam ajudar a localizá-la, é possível entrar em contato com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) por meio do disque-denúncia 181. A família também disponibilizou o número (31) 31 9505-2942.

