Os deputados estaduais, Guilherme Cortez e Jones Manoel, do PT, publicaram em suas redes sociais mensagens que associam as dificuldades relatadas por eleitores durante o segundo turno das eleições , neste domingo (25), a uma suposta tentativa de tumultuar o processo eleitoral.

Em uma publicação no Instagram, Guilherme Cortez afirmou que pesquisas internas da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) teriam começado a apontar uma vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por uma margem maior do que a esperada. Segundo o parlamentar, diante desse cenário, teria sido adotada uma "estratégia para tumultuar a eleição e criar condições para um golpe".

Cortez também mencionou denúncias de que prefeitos alinhados ao bolsonarismo teriam boicotado o transporte público para dificultar o deslocamento de eleitores. A publicação criticou ainda a atuação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, e citou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar a votação.

Já Jones Manoel publicou um texto intitulado “Roteiro do golpe”. Na mensagem, o deputado afirma que o bolsonarismo teria utilizado seu poder econômico para dificultar durante a eleição e impedir o direito ao voto. Ele também acusa perfis alinhados ao movimento de disseminar acusações de golpe e afirma que a possibilidade de derrota de Flávio Bolsonaro poderia intensificar a tensão política.

As publicações apresentam interpretações dos parlamentares sobre o cenário eleitoral. As acusações de boicote deliberado ao transporte e de articulação para tumultuar o processo precisam ser apuradas e comprovadas.

O que motivou a prorrogação da votação

A decisão de Cristiano Zanin de estender a votação até as 19h ocorreu após denúncias apresentadas pelas campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro sobre problemas que poderiam prejudicar eleitores.

A campanha petista relatou dificuldades relacionadas ao transporte público em diferentes cidades. Já o PL mencionou problemas climáticos em Minas Gerais, São Paulo e estados do Sul.

Zanin esclareceu que a prorrogação valia apenas para as seções eleitorais em que as urnas ainda não haviam sido fechadas. Nos locais onde a votação já tinha sido encerrada, os votos deveriam ser computados e totalizados normalmente.

A decisão foi tomada após as 17h, horário previsto para o encerramento da votação. A medida permitiu a continuidade do processo nas seções abrangidas pela determinação, sem reabrir as urnas já fechadas.