Um dos maiores nomes da história do Atlético , o ex-goleiro e dirigente do clube, Victor Bagy, compareceu ao Leilão do Instituto Galo nesta quinta-feira (5) e concedeu entrevista à Itatiaia falando sobre os atuais donos da meta atleticana, o ídolo Everson e o jovem Delfim.
Histórico em campo como goleiro e depois com passagem como diretor de futebol do clube, Victor, hoje comentarista de TV, destacou a felicidade por ver os jogadores que ele trablhou junto hoje se destacando.
“Fico feliz, porque tanto o Everson, quanto o Delfim, o Robert e o Pedro Cobra foram companheiros, alguns dentro de campo e outros na transição de gestão que eu vivi. É bom ver esses meninos performando”, iniciou.
O ídolo atleticano destacou Gabriel Delfim, que foi o titular nos últimos dois meses diante da ausência de Everson, outro elogiado por Victor.
“Destaque para o Delfim, que vem a cada dia comprovando as decisões que a gente teve lá atrás de bancá-lo, estimulá-lo a trabalhar bastante. O Everson é um ídolo incontestável”, disse.
Victor concluindo falando da relação que a torcida do Atlético tem com os goleiros, posição que sempre rendeu grandes nomes para a história do clube e que, segundo ele, representa o torcedor da melhor maneira possível.
“Se tem algo que representa muito bem o torcedor dentro de campo são os goleiros do Atlético. Eu sou privilegiado por fazer parte desse hall. Estava aqui com o João Leite, que é um grande ídolo para mim e para o torcedor atleticano. Essa identificação que o torcedor tem com os goleiros é muito bonita de se ver, porque eles se sentem representados e a gente sempre buscou representar da melhor maneira dentro de campo”, finalizou.
Victor pelo Atlético
Victor encerrou a carreira como goleiro em 2021, após disputar 424 jogos pelo Atlético. Pelo Galo, ele conquistou a Libertadores (2013), a Recopa Sul-Americana (2014), a Copa do Brasil (2014), além de erguer quatro taças do Campeonato Mineiro (2013, 2015, 2017 e 2020).
Ao todo, como atleta, foram 205 vitórias, 109 empates e 110 derrotas no Galo. Victor foi eternizado como ídolo do Atlético pelo desempenho de destaque na campanha do título da Libertadores.
Após encerrar a carreira, Victor passou a exercer o cargo de gerente de futebol do clube. O ex-goleiro trabalhou ao lado Rodrigo Caetano, então diretor de futebol do Atlético. Em 2024, Caetano deixou o clube para trabalhar na CBF, e Victor assumiu o comando do futebol do Galo.
Com ele, o Atlético foi vice-campeão da Conmebol Libertadores e da Copa do Brasil, em 2024, e vice da Copa Sul-Americana, em 2025.

