Trabalhadores de Roraima registraram 17 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho em um intervalo de apenas três dias. Os dados são do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e referem-se ao período entre a última quarta-feira (28) e esta sexta-feira (30).

Entenda 🔎: O assédio eleitoral no trabalho ocorre quando o empregador usa a posição de poder e influência econômica para constranger, ameaçar ou direcionar o voto do funcionário. O direito de escolha é livre, secreto e garantido por lei.

Em todo o país, o novo canal criado pelo governo federal recebeu 4.305 queixas no mesmo período . A região Sudeste concentra quase metade das denúncias, liderada por São Paulo (1.325). Apesar do número de registros, Roraima, Tocantins (17) e Sergipe (22) registraram os menores números do Brasil .

Os casos agora passam por análise da Auditoria Fiscal do Trabalho . Os fiscais investigam os relatos para confirmar se houve, de fato, a pressão política por parte dos patrões. O simples registro da denúncia não comprova o crime automaticamente.

Se o assédio ou a discriminação forem confirmados, a fiscalização vai multar a empresa . Além disso, o MTE repassará as informações ao Banco Central para proibir que os empregadores punidos consigam empréstimos e financiamentos públicos.

Como denunciar

As denúncias de assédio eleitoral são totalmente sigilosas e podem ser feitas pela internet. O trabalhador que sofrer ou presenciar coação pode registrar o caso tanto no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio deste link , como no Ministério Público do Trabalho (MPT), neste link .

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