Peixes mortos estão sendo encontrados na orla da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, neste mês de outubro. A prefeitura faz a retirada dos animais e investiga as causas da mortandade. A reportagem flagrou peixes sem vida boiando na água, nas proximidades da Igrejinha de São Francisco.
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Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, uma das hipóteses é que as mortes estejam relacionadas a inversões térmicas, fenômeno natural que pode ocorrer em condições de mudanças bruscas de temperatura, chuvas intensas e ventos fortes.
Nessas circunstâncias, a água das camadas mais profundas, que apresenta menor concentração de oxigênio, pode se misturar à água da superfície, reduzindo a disponibilidade do elemento para a respiração dos peixes.
A secretaria também investiga, em conjunto com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), a possibilidade de despejo irregular de resíduos nos córregos que deságuam na lagoa. A apuração inclui o monitoramento da qualidade da água.
Fenômeno não é recente
A mortandade de peixes na Lagoa da Pampulha não é um problema recente. Em 2024, a reportagem do Estado de Minas esteve no local e conversou com moradores sobre a presença de animais mortos na água.
“Acho um absurdo esses peixes morrendo, essa poluição que está tendo na Lagoa da Pampulha. Fazemos caminhadas direto aqui e vemos esse monte de peixe morto. O pessoal joga esgoto dentro da lagoa, produto tóxico, aí mata os peixes”, disse Clésio dos Reis, morador da região.
Ele afirmou já ter se deparado com a situação algumas vezes e atribuiu o problema à falta de consciência da população e à ausência de tratamento adequado da lagoa.
Na ocasião, a PBH informou que a limpeza do espelho d'água era realizada diariamente. Segundo o município, durante o período chuvoso, a lagoa recebe grande quantidade de poluentes. Associado à elevação da temperatura da água, esse cenário pode provocar a morte de peixes.
Em 2023, entre os dias 13 e 15 de novembro , a prefeitura chegou a recolher quase 500 peixes mortos na Lagoa da Pampulha. Na época, as altas temperaturas foram apontadas como um dos fatores relacionados à mortandade.
A explicação era de que o calor favorecia a evaporação da água. A combinação entre o baixo volume de chuvas e o acúmulo de esgoto também contribuía para reduzir a concentração de oxigênio dissolvido na água, aumentando o risco de morte dos animais.
Com informações de Melissa Souza e Bruno Nogueira

