O Atlético conquistou o título do Campeonato Mineiro Sub-20 nesta segunda-feira (26), algo que não acontecia desde 2019. O troféu veio com o trunfo de jogadores que já são considerados profissionais, e tanto o técnico da equipe quanto o diretor da base exaltaram essa integração.
As finais vencidas contra o Cruzeiro tiveram gols cruciais de jogadores que já fazem parte do time profissional. Na ida, Índio marcou um golaço do meio-campo na saída de bola e nos acréscimos para dar a vitória atleticana. Na volta, Cauã Soares marcou o gol de empate que garantiu o título.
Cauã e Índio fizeram parte do time campeão Brasileiro Sub-17 na última temporada e subiram ao profissional no início deste ano. O primeiro teve poucas oportunidades e voltou para jogar no sub-20, enquanto o segundo sofreu uma lesão grave e voltou recentemente à categoria para retomar as questões físicas.
“O Cauã é um atleta que tem uma maturidade, assim como o Índio e o Cobra, eles entendem o processo de jogar na base. Na verdade, são eles que desejam isso. Isso mostra como o trabalho de integração da base com o profissional é muito bem alinhado”, disse o diretor da base Luiz Carlos Azevedo à Itatiaia .
O diretor atleticano destacou que os jogadores entendem que subir ao profissional e descer ao sub-20 faz parte do processo e não é uma “punição”, e que os jogadores têm entendido isso “com naturalidade”.
Luiz também destacou os trabalhos do auxiliar Lucas Gonçalves, do diretor técnico Guilherme Alves e do VP de futebol, Paulo Bracks, que auxiliam essa transição junto à comissão do técnico Eduardo Domínguez.
“Essa troca e essa integração são fruto, em grande parte, do trabalho que o profissional faz em conjunto conosco. Estamos muito felizes por isso estar acontecendo”, afirmou.
O treinador da equipe, Henrique Teixeira, destacou que já sabia que teria esse tipo de jogador, que não estará sempre disponível no sub-20, e que faz parte da categoria.
Assim como Luiz Carlos, o técnico atleticano elogiou a transição do Galo e destacou a importância desse processo dentro do clube.
“Eu acredito nesse formato de transição. Não consigo enxergar um modelo em que o jogador fique só no sub-20 e, depois, passe para o profissional, porque, dessa forma, essa transição não vai acontecer com qualidade. Então, a gente está aqui para abastecer essa equipe profissional, para entregar o melhor para eles, e acho que, felizmente, temos conseguido fazer isso com qualidade”, declarou à Itatiaia .
Além dos frutos colhidos na base, o Atlético também tem se dado bem com os jovens no profissional. O zagueiro Vitão se tornou titular do time de Barba, o lateral Pascini e o volante Cissé são peças importantes da rotação e somam bons minutos no ano. Todos eles são Crias do Galo.

