Uma ex-funcionária de 32 anos investigada por desviar mais de R$ 100 mil de uma empresa em Boa Vista usava boletos bancários emitidos no próprio nome para retirar dinheiro do estabelecimento. Ela também emitia cobranças em nome de uma empresa individual da qual era titular.
Segundo a investigação da Polícia Civil, os boletos eram pagos com recursos da empresa onde a mulher trabalhava, localizada no bairro Senador Hélio Campos, como se fossem despesas legítimas de fornecedores. Ela era responsável por organizar e realizar pagamentos.
Os desvios ocorreram entre outubro de 2024 e agosto de 2025. A investigada trabalhou na empresa por cerca de três anos.
Como o esquema foi descoberto
O esquema foi descoberto depois que um fornecedor cobrou uma dívida que constava como quitada nos registros da empresa.
Durante as investigações, os policiais analisaram comprovantes de pagamento, extratos bancários e dados de CNPJ. Os levantamentos indicaram que a ex-funcionária era a beneficiária dos boletos e que o mesmo método foi usado em dezenas de pagamentos.
Em depoimento, a investigada admitiu ser a titular dos boletos e confessou ter usado a modalidade para desviar os valores . Segundo a polícia, ela afirmou que escolheu esse método para evitar a identificação das movimentações por meio de transferências via Pix .
Com a conclusão do inquérito, a mulher foi indiciada por furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança, em continuidade delitiva. O caso foi encaminhado à Justiça e ao Ministério Público.
🔎 O que é indiciamento? É um procedimento que ocorre quando a Polícia Civil, com base na investigação, conclui que há indícios de crime e associa a uma pessoa. Depois disso, o procedimento é encaminhado ao Ministério Público, que pode apresentar denúncia à Justiça.
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