O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstrou otimismo com a possibilidade de uma reeleição neste domingo (25), quando os brasileiros voltam às urnas para escolherem entre o petista ou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Durante seu último ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, o candidato à reeleição disse que sua jornada no segundo turno foi a “mais bonita” desde as eleições de 1989.

“Neste segundo turno, a sociedade brasileira resolveu assumir a responsabilidade de dizer que a eleição não é uma coisa de partido político, mas uma coisa de pessoas que se preocupam com o país, que se preocupam com o dia a dia das pessoas, e pessoas que não querem permitir que um miliciano vá para o Palácio do Planalto”, disse.

Em 1989, Lula disputou o segundo contra Fernando Collor, que acabou vencendo o pleito com 35 milhões de votos (53,03%), ante 31 milhões de Lula (46,97%). Três anos depois, Collor foi o primeiro presidente a sofrer um impeachment, acusado de crime de responsabilidade por usar cheques fantasmas para o pagamento de despesas pessoais.

Lula também repetiu as falas do ato do Rio de Janeiro pela manhã, quando afirmou que a sociedade quer mudança e progresso, mas não uma mudança de retrocesso. O presidente ainda lembrou do caso da menina Ana Clara, assassinada aos cinco anos, em 2021, por um tiro de um policial militar. Na época, o senador defendeu o agente acusado pelo Ministério Público.

“Eu confesso a vocês que depois de tantas campanhas que já participei, com tanta gente importante, de conversar com tantos presidentes de todos países do mundo, jamais imaginei disputar a eleição com um mentiroso desqualificado como o rapaz que está disputando a presidência da República. Por isso, estou convencido de que vamos vencer as eleições. Nós trabalhamos muito para convencer as pessoas que não foram votar ou que anularam o voto”, completou Lula.