Procurado pela Interpol, o mineiro conhecido como “Rei da Sucata” foi preso em um shopping de luxo na cidade de São Paulo.

A detenção aconteceu na noite desse sábado (7/11), após o gabinete de inteligência do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) descobrir o paradeiro do homem.

Segundo a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, que também participou da operação, o “rei” é suspeito de participar de uma estrutura empresarial utilizada para lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas do Comando Vermelho.

De acordo com o MPMG, o homem era considerado foragido em dois estados, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Desde então, as forças de segurança procuravam informações sobre o seu paradeiro.

Durante meses de diligências, equipes do Gabinete de Segurança e Inteligência (GSI) analisaram e cruzaram informações relacionadas aos deslocamentos do foragido.

“O trabalho permitiu delimitar sua presença na capital paulista e identificar um apartamento situado na região dos Jardins, utilizado pelo procurado durante o período em que permanecia foragido”, informou o MPMG.

Na tarde de ontem, após constatarem que o foragido não estava em seu apartamento, os agentes receberam informações de que ele estaria em um shopping de luxo no mesmo bairro.

Por volta das 18h40, o homem foi localizado e abordado no interior de uma joalheria.

“O procurado não esboçou reação e teve a prisão efetivada”, afirmou o órgão.

Relação com o Comando Vermelho

Conforme a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, o “Rei da Sucata” usava uma companhia de metais para repassar recursos a um operador financeiro do Comando Vermelho.

As investigações apontaram que o mineiro teria transferido R$ 4,6 milhões a um traficante conhecido como “Rabicó”, que atuava no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo (RJ).

“O trabalho revelou que empresas do ramo de reciclagem, sucatas e metais foram utilizadas para movimentar valores provenientes do tráfico, por meio de contas bancárias de passagem, depósitos fracionados em espécie e transferências entre pessoas físicas e jurídicas sem relação econômica aparentemente compatível”, informou a PCEJR.

Ainda segundo a corporação, o mineiro foi um dos alvos de uma das fases da Operação Contenção, deflagrada em maio deste ano e que resultou na prisão de 24 pessoas que teriam envolvimento com o crime organizado fluminense.

Durante a ofensiva, o pai do “Rei da Sucata” foi um dos presos.

“Entre abril de 2023 e setembro de 2024, os repasses individualizados somaram aproximadamente R$ 4,6 milhões.

A DRE também identificou movimentações de cerca de R$ 1,6 milhão para contas vinculadas a outras empresas do mesmo circuito empresarial”, apontou a corporação.

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