Manifestantes cobram melhorias nos serviços públicos e medidas contra o alto custo de vida no país

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O governo da França mobilizou 70.000 integrantes das forças de segurança neste sábado (31.out.2026) por causa dos protestos no país que já duram cerca de 3 semanas. Estão previstos 150 novos atos.

As manifestações reúnem estudantes, sindicatos e integrantes do movimento “coletes amarelos”, que cobram melhorias nos serviços públicos e medidas contra o alto custo de vida.

O esquema montado pelo governo francês inclui drones, helicópteros e veículos blindados. Mais de 40 estações de metrô e de trens metropolitanos terão restrições de funcionamento.

Os protestos já deixaram ao menos 1 manifestante morto e cerca de 1.200 agentes de segurança feridos.

Paris terá toque de recolher em algumas regiões durante o fim de semana, das 23h às 6h.

A principal manifestação marcada para este fim de semana em Paris mudou de local depois de decisão do Conselho de Estado, a mais alta instância administrativa francesa.

O percurso seria realizado no centro de Paris, e foi substituído por um itinerário entre Porta de Bagnolet e Porta de Charenton, na periferia.

Em vídeo que circula nas redes sociais, é possível ver os manifestantes em ato entre Porta de Bagnolet e Porta de Charenton.

🚨🇫🇷🪧 FLASH | Plusieurs dizaines de milliers de personnes manifestent à Paris, entre la porte de Bagnolet et la porte de Charenton. (@LucAuffret) https://t.co/4YMdsSLkwd — Impact (@ImpactMediaFR) October 31, 2026

A decisão de alterar o local do ato foi tomada diante do que o Conselho classificou como um “risco muito elevado de novos distúrbios graves à ordem pública” . A manifestação havia sido autorizada em parte por um tribunal administrativo de Paris, mas o governo recorreu, e o Conselho de Estado deu razão à prefeitura e ao Ministério do Interior.

O receio é que os protestos deste sábado (31.out) reproduzam as cenas registradas em 17 de outubro, quando houve confrontos com a polícia, saques de lojas e incêndios em prédios públicos.