O narrador Jorge Iggor, da ge tv , do Grupo Globo , avaliou a postura do Atlético na reta final da temporada e afirmou que o clube aprendeu com os erros dos últimos anos. Em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (27), o jornalista destacou a mudança de comportamento do Galo em relação ao Campeonato Brasileiro, após temporadas em que a equipe priorizou as copas e chegou a correr risco de rebaixamento.

A análise foi feita após a derrota para o Flamengo , nessa segunda-feira (26). Para Jorge Iggor, apesar do resultado negativo, o Atlético encarou a partida de acordo com as possibilidades do elenco e demonstrou que aprendeu a importância de não negligenciar a competição nacional em meio às disputas eliminatórias.

“O Atlético foi um clube muito criticado em 2024 e 2025 por abdicar do Campeonato Brasileiro muito cedo. Lembre-se que em 2024, com 10 rodadas mais ou menos, primeiro turno estava na metade, o Atlético estava fora da briga pelo título brasileiro. E muita gente criticou: caramba, o Atlético com o elenco que tem, cotado para brigar pelo título, já abandonou o Campeonato Brasileiro, virou o time das copas”, relembrou.

O narrador ressaltou que a estratégia adotada em temporadas anteriores quase custou caro ao clube mineiro. Em 2024, mesmo com as campanhas de destaque na Copa Libertadores e na Copa do Brasil, o Atlético terminou o Campeonato Brasileiro ameaçado pelo rebaixamento.

“E aí, nessa de abdicar, negligenciar o Campeonato Brasileiro, o Atlético quase pagou o preço muito alto que se chama rebaixamento. O Atlético ficou em 2024 a uma bola na trave do Atlético Paranaense de ser rebaixado para a segunda divisão, mesmo no ano em que ele foi finalista da Libertadores e finalista da Copa do Brasil”, afirmou.

Mudança de postura do Atlético em 2026

Na avaliação de Jorge Iggor, a experiência das últimas temporadas serviu de aprendizado para o Atlético em 2026. O jornalista defendeu que o time aproveite o bom momento para buscar uma posição melhor no Brasileirão, sem deixar de considerar os cuidados físicos necessários diante da sequência decisiva de partidas.

“E a gente disse aqui: o Atlético precisa aprender essa lição. Com o Campeonato Brasileiro não se brinca. Então agora, se eu pensava isso em 24, em 25 eu preciso ser coerente. Eu acho que o Atlético, com o bom momento que tem, com as peças que tem numa reta final de temporada, é hora de dar um gás mesmo”, analisou.

O narrador também destacou a importância da pausa para a Data Fifa de novembro, que poderá oferecer uma oportunidade para a recuperação de parte do elenco. Para ele, o momento exige comprometimento dos jogadores, mas sem colocar a condição física dos atletas em risco.

“É uma semana grande. É Flamengo para tentar uma manutenção no G5, é Cruzeiro em semifinal de Copa do Brasil . Então é a hora de todo mundo dar a cota de sacrifício. Claro, desde que você não seja irresponsável. Aí você vai consultar fisiologia, você vai consultar preparação física. Se o cara falar 'ó, isso aí vai estourar', você não vai ser louco de escalar”, ponderou.

Na sequência, Jorge Iggor reforçou a avaliação positiva sobre a postura atleticana nesta temporada e fez referência às críticas direcionadas à SAF e à comissão técnica do clube ao longo do ano.

“Então eu acho que é isso. Eu acho que o Atlético está dando lições em 2026 de que aprendeu a lição. A gente vem aqui dá porrada dos caras, dá pau na SAF, pau na comissão técnica, pau em todo mundo. Esse ano é isso”, declarou.

Narrador analisa estratégia do Atlético contra o Flamengo

Ao comentar especificamente a atuação diante do Flamengo, Jorge Iggor considerou que o Atlético adotou uma estratégia compatível com as circunstâncias da partida. Segundo ele, a equipe apostou em uma formação com maior presença no meio-campo e tentou aproveitar os espaços deixados pelo adversário para sair em contra-ataques.

“O Atlético encarou o jogo de ontem como tinha que encarar, no limite das possibilidades, colocando o maior número possível de titulares e armando a estratégia de sair no contra-ataque. Não tinha atacante de referência, era um time com seis caras no meio-campo e os quatro da linha de defesa, tentando suportar a pressão do Flamengo e sair em escapada”, explicou.

O gol de Bernard, conforme destacou o narrador, surgiu justamente em uma dessas jogadas de velocidade, com participação de Vitor Hugo e Preciado. Jorge Iggor também lembrou uma oportunidade em que Vitor Hugo poderia ter ampliado a vantagem atleticana, mas finalizou em cima do goleiro Rossi.

Apesar de reconhecer a estratégia adotada pelo Galo, o jornalista apontou a pressão alta do Flamengo como um dos principais problemas enfrentados pela equipe mineira durante o confronto.

“Mas o grande problema foi que o Atlético sofreu muito com a pressão alta do Flamengo”, concluiu.