Os candidatos à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fizeram um debate menos agressivo e mais propositivo na TV Globo. As exceções foram os momentos no último bloco com perguntas diretas e com tema livre.

Nos bastidores, as informações de que as duas companhias mudaram algumas estratégias e aumentaram a preparação após o debate da Band.

O cenário foi muito diferente do que ocorreu no debate da TV Band no domingo passado (18). No debate no Grupo Band, os dois candidatos quase não responderam perguntas, trocaram farpas e ataques pessoais.

Dois nomes considerados mais polêmicos e mais agressivos, o empresário e aliado de Flávio, Pablo Marçal (PRTB), e o deputado federal e conselheiro da campanha de Lula, André Janones (Rede), não estiveram na linha de frente como estavam no debate da Band.

Na campanha de Flávio, nos bastidores, interlocutores afirmam que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) assumiu um papel de protagonismo no processo de traçar estratégias e no treinamento de Flávio.

Tarcísio é considerado um político mais técnico e moderado nos debates. O treinamento e estratégias contaram ainda com o publicitário Duda Lima, responsável pela comunicação e marketing da campanha, e o jornalista Fábio Portela, assessor de imprensa.

Na campanha de Lula, apesar do político ter experiência em debates, o petista aceitou sugestões da campanha e fechou a agenda para compromissos públicos por dois dias. Nesta semana, Lula chegou a cancelar uma entrevista para TV Record para poupar a voz, segundo a equipe de campanha.

Nos dois dias de preparação, Lula só abriu exceção para participar da live de Janones na noite de quinta-feira (22). A preparação do petista é comandada pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, que atua na coordenação da campanha.