A Polícia Civil informou nesta sexta-feira (6) que concluiu as investigações sobre a morte de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota , de 27 anos. A jovem desapareceu na noite de 9 de outubro e foi encontrada morta no dia 21, na zona rural de Jaboticatubas , na Grande BH.

O inquérito policial foi finalizado na quinta-feira (5) e encaminhado ao Ministério Público. Em nota, a promotoria afirmou que o documento será analisado. Após análise, o órgão poderá fazer denúncia à Justiça. Caso o Judiciário aceite a denúncia, os acusados viram réus e passam a responder pelos crimes apontados, podendo ser condenados em julgamento.

Segundo a Polícia Civil, o processo tramita sob sigilo. Por isso, a instituição não divulgou mais detalhes sobre a motivação e as circunstâncias da morte da vítima.

Relembre o caso

Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota desapareceu na noite de 9 de outubro, em Jaboticatubas. Conforme o boletim de ocorrência, ela estava em um bar com amigos, no bairro Bosque dos Coqueiros, quando um carro parou no local, por volta das 19h.

A jovem foi até a janela do veículo para conversar com os ocupantes e, antes de entrar no automóvel, avisou aos colegas que voltaria em alguns minutos.

"Ela pediu cinco minutos para ir até a rua de baixo para encontrar alguém e disse que, se não voltasse, para irem atrás dela. Após ela não retornar, os amigos foram atrás dela e não souberam mais do paradeiro", relatou a irmã de Beatriz, Giovanna Neves de Castro, em entrevista à TV Globo.

A vítima foi encontrada morta no dia 21 de outubro, na zona rural de Jaboticatubas, por agentes da Polícia Civil. O corpo dela estava em uma cova rasa, próximo à Estrada Reserva Real.

Investigação

De acordo com a família, antes de desaparecer, Beatriz também havia comentado que poderia estar grávida. A informação ainda dependia de confirmação por exames do Instituto Médico Legal (IML).

Feminicídio premeditado

A Polícia Civil investigou o assassinato de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota como feminicídio premeditado . Em coletiva de imprensa, a instituição informou que a cova onde o corpo foi enterrado havia sido preparada antes de a vítima e os suspeitos chegarem ao local.

A causa da morte ainda seria determinada pelo IML. De acordo com o boletim de ocorrência, as mãos da vítima estavam amarradas com um pedaço de arame. Perto da cova também foram encontrados um chinelo, a capinha de celular da vítima, um tijolo com marcas de sangue e um pacote de soda cáustica.

Durante as investigações, a Polícia Civil apontou que o crime poderia estar relacionado com desavenças entre a vítima e a atual namorada de Samuel. O suspeito também já tinha histórico prévio de violência doméstica.

Depoimento de adolescente ajudou nas buscas

Os investigadores chegaram até adolescente depois de identificarem contradições nos relatos iniciais dos suspeitos e obterem informações de que ela saberia o paradeiro da vítima.

Ouvida na presença do pai, a jovem admitiu o receio de sofrer retaliações por parte do casal, mas colaborou com as equipes e se prontificou a guiar os policiais até o local onde o corpo foi enterrado, de acordo com a Polícia Civil.

Segundo o relato da adolescente, Carla enviou uma mensagem avisando que iria buscá-la em casa junto com Samuel de carro. De lá, foram encontrar Beatriz perto de um bar para conversar. Ainda conforme a jovem, Samuel ligou para a vítima e pediu que ela fosse até o automóvel.

Beatriz sentou-se no banco traseiro do veículo. Durante o trajeto de cerca de 20 minutos até a região conhecida como "Terra dos Portugueses", o casal discutiu com a vítima sobre desavenças anteriores.

Ao chegarem a uma área de lotes vagos, os suspeitos desceram do automóvel e foram até um matagal. Cerca de 30 minutos depois, os dois retornaram sem Beatriz, mantendo silêncio no caminho de volta.

A adolescente que prestou depoimento foi tratada como testemunha e, até o momento, não houve indícios de que ela teve participação no crime.

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