A Justiça de Minas Gerais negou, em decisão proferida nesta quarta-feira (28/10), um habeas corpus movido pela defesa de Carla Luíza da Silva, 23 anos, que é suspeita de participar do assassinato da balconista Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27, na cidade de Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).
O companheiro de Carla e ex-namorado da vítima, Samuel Castro Melo, de 18 anos, também segue preso preventivamente sob a acusação de participar do feminicídio.
Conforme o documento assinado pelo desembargador Guilherme de Azeredo Passos, a defesa de Carla alegou que a decisão que converteu a prisão em flagrante em preventiva não apresentou, de maneira individualizada, condutas da suspeita que demonstrem a necessidade da medida.
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A defesa também reforçou que ainda há diligências investigativas pendentes, não havendo indícios suficientes de autoria da mulher no crime. “A impetrante sustenta que a paciente alegou coação física e moral durante a atuação policial, tendo os agentes tentado obter sua confissão; que a paciente é primária, possui residência fixa e vínculo formal de trabalho; que as medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP são adequadas e suficientes”, diz o documento sobre os argumentos apresentados pela defesa.
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O desembargador afirmou que apesar das teses apresentadas, a Justiça entende que, neste primeiro momento, não há elementos suficientes para conceder o habeas corpus, já que não foram identificados os requisitos necessários para isso.
Suspeita foi flagrada adquirindo soda cáustica
Um vídeo obtido por O TEMPO mostra o momento em que Carla teria obtido a soda cáustica utilizada no crime.
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Diante das imagens, uma fonte próxima à família de Beatriz Vitória e ouvida pela reportagem confirmou que a loja seria aquela onde Carla Luíza trabalhava.
Datado de 7 de outubro, o vídeo mostra a suspeita vestida com uma camiseta rosa, similar a de outros funcionários que estavam no local.
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Pela data das imagens, o composto químico teria sido obtido dois dias antes do início da investigação do caso pela Polícia Civil, em 9 de outubro.
Segundo os investigadores, a soda cáustica teria sido utilizada para ajudar na decomposição do corpo de Beatriz.

