Moradores do bairro Caiçaras, na Região Noroeste de Belo Horizonte, voltaram a denunciar o aparecimento de caramujos-gigantes-africanos na Rua Atlântida. Os animais foram vistos nesta sexta-feira (30), após a chuva. Segundo um morador, o problema se repete sempre que chove.
A situação já havia sido denunciada à Itatiaia no dia 6 de outubro . Na ocasião, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que enviaria uma equipe ao local.
De acordo com Alex de Freitas, os caramujos invadem o passeio e se concentram em diferentes pontos da rua. “É só chover que os caramujos invadem o passeio. Já fizemos denúncia e eles não tomam providência nenhuma. Na esquina da Rua Zenit com a Atlântida, no lote próximo, está cheio de caramujo. E na Rua Atlântida, perto do número 500, também está cheio”, relatou.
Imagens enviadas à Itatiaia mostram animais dentro de um pote e espalhados pelo passeio. Veja:
A reportagem procurou a Prefeitura de Belo Horizonte e aguarda um posicionamento.
Uma das piores espécies invasoras
O caramujo-gigante-africano ( Achatina fulica ) é uma espécie originária da África, introduzida no Brasil na década de 1980 com a proposta de substituir o escargot na alimentação. No entanto, a iniciativa não teve adesão, e o animal se espalhou pelo país.
A espécie é considerada uma das piores invasoras do mundo e pode provocar impactos ambientais, econômicos e à saúde pública. Além de ameaçar a fauna e a flora locais, o caramujo pode transmitir doenças aos seres humanos.
A orientação é evitar o contato direto com o animal, que pode transmitir agentes causadores de doenças por meio do muco.
Veja nota da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte
A Secretaria Municipal de Saúde informa que a equipe de Zoonoses da Regional Noroeste realizou, no dia 6/10, a terceira tentativa de vistoria no local, mas não conseguiu acesso ao imóvel. A partir da área externa, os agentes identificaram mato alto e presença de caramujos. A Vigilância Sanitária já intimou o proprietário, que tem 30 dias para regularizar a situação, sob pena de multa em caso de descumprimento.
No que se refere ao controle do caramujo, a orientação é fazer a catação manual dos animais e dos ovos, com as mãos protegidas com luvas ou sacos plásticos. Este procedimento pode ser realizado nas primeiras horas da manhã ou no início da noite, horários em que os caramujos estão mais ativos.
A recomendação é que os animais e ovos recolhidos sejam colocados em um recipiente, como balde ou bacia, e submersos em solução preparada com uma parte de hipoclorito de sódio (água sanitária) para três de água. Após 24 horas de imersão, a solução pode ser dispensada e as conchas devem ser colocadas em um saco plástico, para descarte.
Os moluscos também podem ser esmagados e cobertos com cal virgem, armazenados em recipientes fechados. A lavagem das mãos após os procedimentos é fundamental, podendo ser realizada com sabão comum.

