Belo Horizonte – Uma chuva forte que caiu em Belo Horizonte e Região Metropolitana, entre outras cidades de Minas, neste domingo (25/10), pode comprometer o transporte das urnas, para a devida apuração dos votos. É o que afirmou Rodolfo Pacheco, diretor geral do Tribunal Regional Eleitoral de Minas (TRE-MG), durante entrevista coletiva.

Ele afirmou que as estradas podem atrapalhar o transporte das urnas, caso tenham sido prejudicadas com a chuva que atingiu o Estado.

“Com relação ao final da votação, aí a chuva e a dificuldade de estradas de terra pode nos causar alguma dificuldade no transporte das mídias, mas esse é um procedimento que nós vamos adotar após as 17 horas para fazer esse controle junto aos cartórios eleitorais”, afirma o diretor.

Rodolfo Pacheco citou que em algumas localidades as urnas precisam passar por estradas de terra e é nesse ponto que pode haver alguma dificuldade. Para ele, um trajeto que levaria cerca de 30 minutos pode durar 45 minutos.

“Em casos onde a mídia tiver que ser transportada, pode sim trazer algum embaraço. Uma estrada de terra pode estar ali com bastante lama, isso dificulta um pouco, o trajeto que seria feito em 30 minutos passa a ser feito em 45, isso pode ocorrer. Então, nesse cenário, as chuvas fortes no sul de Minas podem trazer essa dificuldade, por isso estamos fazendo esse monitoramento”, alerta o diretor.

Seções sem energia elétrica

Outra preocupação apresentada pelo diretor do TRE-MG tem a ver com algumas seções que ficaram sem energia elétrica, durante a chuva. Ele explica que como faltam poucas horas para o fim da votação, as baterias das urnas conseguem segurar .

“Considerando que já estamos a menos de três horas do encerramento da votação, a falta de energia agora não é muito preocupante, porque a própria bateria da urna tem autonomia suficiente para levar a votação até o final”, afirma.

Para ele o que pode ocorrer é um desconforto aos eleitores. “Entretanto, para garantir um maior conforto, uma tranquilidade para o eleitor, para que haja um ambiente bem iluminado, nós ficamos atuando junto com a Cemig para que ocorra o pronto restabelecimento de todos esses locais nos quais a energia, por alguma razão, não está sendo fornecida”, relata.

O vice-presidente de Distribuição da Cemig, Fernando Braga, informou que as rajadas de vento chegaram a 150km/h no Sul de Minas e a quase 90 km/h em BH e essa situação impactou o fornecimento que até às 14h havia 3,6% de clientes sem energia.

“É um evento atípico, um evento climático impactante”, afirmou Braga e completou: “Isso, naturalmente, traz danos ao sistema elétrico.