Justiça considerou que não há indícios mínimos de autoria para levar o acusado a júri popular

Minas Gerais | Cler Santos, do R7 e Lucas Eugênio, da RECORD Minas

29/10/2026 - 11h54 (Atualizado em 29/10/2026 - 11h54 )

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Vinicio Oliveira da Silva, conhecido como “Neguinho da Mabel” , foi solto no fim da tarde desta quarta-feira (28), após a Justiça determinar a expedição de um alvará de soltura. Ele havia sido preso na casa da influenciadora digital Kamila Simioni , no bairro Bandeirantes, na região da Pampulha, em Belo Horizonte .

A decisão foi tomada na terça-feira (27) pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri, que impronunciou Vinicio das acusações de homicídios consumados e tentados. A magistrada acompanhou a manifestação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) , que apontou a ausência de indícios mínimos de autoria para sustentar as acusações.

O Ministério Público também pediu que a liberdade fosse concedida sem a imposição de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica ou a proibição de deixar Belo Horizonte.

Na manifestação, o órgão destacou que não foram apresentados elementos suficientes para atribuir ao acusado a autoria dos crimes . Vinicio também negou qualquer envolvimento nos fatos investigados.

A decisão foi tomada durante uma audiência realizada por videoconferência. Ao longo da sessão, seis testemunhas foram ouvidas, sendo pelo menos duas de forma remota. Três vítimas também prestaram depoimento reservadamente.

Relembre a prisão

Conhecido como “Neguinho da Mabel”, Vinicio foi preso na residência da influenciadora Kamila Simioni, no bairro Bandeirantes, na região da Pampulha. Imagens captadas por drones durante a operação mostraram o homem caminhando e falando ao telefone dentro do imóvel.

Na ocasião, a Polícia Civil informou que havia um mandado de prisão em aberto contra ele por homicídio . Vinicio também foi apontado pela corporação como uma liderança do tráfico de drogas na região do Jardim Felicidade, em Belo Horizonte.

A defesa, no entanto, contesta as acusações e afirma que ele não tinha envolvimento com o tráfico de drogas havia muito tempo.

Relação com influenciadora

Segundo o advogado Ércio Quaresma, que representa Vinicio e Kamila Simioni, a influenciadora formalizou uma união estável com o investigado durante o período em que ele esteve preso, para conseguir autorização para visitá-lo na unidade prisional Dutra Ladeira.

Como Vinicio permaneceu preso por cerca de dois dias, a defesa não confirmou se Kamila chegou a realizar alguma visita íntima.

O advogado também questionou a atuação policial e afirmou que a decisão judicial reforça a falta de provas contra o cliente.

“Na audiência, destruímos a acusação da Polícia. O próprio MPMG pediu a liberdade de Vinicio. Falar que ele é o líder do tráfico de drogas do Jardim Felicidade é uma irresponsabilidade”, declarou Ércio Quaresma.

A defesa também sustenta que Vinicio não estava foragido quando os policiais entraram na residência da influenciadora e nega que ele tivesse envolvimento recente com o tráfico de drogas.

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