Atriz compartilhou vídeo sobre seis trabalhadores resgatados em Goiás; cantor afirmou que a área estava arrendada e negou conhecer as condições dos alojamentos

Leonardo foi chamado de “lixo humano” por Luana Piovani em uma publicação no Instagram na segunda-feira, 2 de novembro. A atriz compartilhou um vídeo que relembra o resgate de trabalhadores em condições análogas à escravidão em uma propriedade vinculada ao cantor, em Goiás.

O vídeo retoma uma fiscalização realizada em novembro de 2023. Leonardo afirmou, em manifestação anterior, que a área estava arrendada a terceiros e que desconhecia as condições encontradas pelos fiscais. Ele também declarou ser contrário ao trabalho escravo.

O cantor sertanejo, que concorre ao prêmio “Os Melhores do Movimento Country 2026” , teve seu nome incluído no cadastro de empregadores responsabilizados por trabalho análogo à escravidão em outubro de 2024. Essa inclusão é um fato distinto da publicação feita agora pela atriz.

Luana Piovani compartilha críticas ao cantor sertanejo

A gravação publicada pela página Um Preto que Pensa menciona seis pessoas resgatadas, entre elas um adolescente de 17 anos. O criador de conteúdo também critica a declaração do artista de que não conhecia os trabalhadores.

Ao compartilhar o material, Luana usou a expressão “lixo humano” para se referir a Leonardo. A ofensa é uma manifestação da atriz e não uma conclusão desta reportagem.

O vídeo retoma um caso anterior. O conteúdo apresentado não relata uma nova operação de fiscalização ou um novo resgate na propriedade.

Fiscalização encontrou alojamento sem estrutura básica

A operação ocorreu em uma área da Fazenda Lakanka, anexa à Fazenda Talismã, propriedade ligada a Leonardo , em Jussara, Goiás.

Segundo o relatório de fiscalização acessado pela Repórter Brasil, os trabalhadores estavam em uma estrutura improvisada, sem camas, pia ou banheiro. O ambiente também tinha fezes de morcegos e galões de agrotóxico.

Além das seis pessoas resgatadas, o documento apontou outras doze trabalhando na informalidade. As condições encontradas fundamentaram a responsabilização administrativa mencionada na reportagem.

Leonardo alegou que a área estava arrendada

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Leonardo apresentou sua versão sobre a fiscalização . O cantor disse que havia cedido a área a terceiros para plantio e negou conhecer a situação dos alojamentos.

“Eu sou totalmente contra esse tipo de coisa e sempre serei”, afirmou. Na mesma manifestação, declarou que os pagamentos haviam sido feitos e que o caso estava arquivado.

A fiscalização, por sua vez, concluiu que o arrendamento não afastava a responsabilidade do proprietário pela estrutura mínima do local. O entendimento administrativo resultou na inclusão de seu nome no cadastro do Ministério do Trabalho e Emprego.

Acordo previu pagamentos aos trabalhadores

Conforme os valores divulgados sobre o caso, Leonardo pagou R$ 94.063,24 em multa e R$ 225 mil em indenizações. Cada adulto recebeu R$ 35 mil, enquanto o adolescente recebeu R$ 50 mil.

Os pagamentos foram definidos em um Termo de Ajustamento de Conduta firmado com o Ministério Público do Trabalho e a Defensoria Pública da União. O relato apresentado informa o arquivamento após o cumprimento do acordo, mas não permite concluir qual é a situação atual do nome do cantor no cadastro.

Além da cobertura sobre o episódio, os compromissos profissionais do artista podem ser acompanhados na agenda de shows do cantor Leonardo .

A publicação de Luana Piovani voltou a dar visibilidade ao caso envolvendo Leonardo . A crítica da atriz se refere aos trabalhadores resgatados em 2023; a defesa do cantor permanece baseada na alegação de arrendamento e no desconhecimento das condições encontradas.