A servidora pública estadual Rosemar da Silva Santos, de 49 anos , foi atropelada durante uma comemoração após o resultado do 2° turno das eleições presidenciais , no dia 25 de outubro, em Cáceres (MT). Imagens de câmeras de monitoramento da região mostram o momento do atropelamento (assista acima) .

No vídeo, é possível ver que, após o acidente, várias pessoas descem do veículo, que permanece parado por alguns segundos. O motorista não sai do carro e, em seguida, o veículo deixa o local .

Segundo laudo médico enviado pela servidora ao g1 , ela sofreu diversas fraturas no rosto . Rosemar afirmou que o motorista não a procurou para prestar assistência mesmo após a repercussão do caso . Ela também relatou que foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) por uma amiga.

Em entrevista ao g1 , ela contou que estava indo em direção ao carro dela quando foi atropelada. A comemoração ocorria em frente a igreja do município e, segundo ela, já havia terminado.

A Polícia Civil informou que os envolvidos foram ouvidos e que, até o momento, não foram identificados indícios de motivação ou conotação política no caso. Rosemar, no entanto, discorda da avaliação.

“Eu poderia estar comemorando, vem uma pessoa, me atropela e tira esse momento de comemoração. Ele podia ter freado, buzinado, parado e me socorrido, mas preferiu me atingir. A tipificação me deixou revoltada. É como se eu fosse um nada”, disse.

A Polícia Civil informou que o caso foi registrado como omissão de socorro e lesão corporal .

Em nota, a instituição esclareceu que, caso considere necessário, a comunicante pode procurar a Corregedoria da Polícia Civil, órgão responsável por receber e apurar eventuais reclamações, denúncias ou irregularidades relacionadas à atuação de policiais civis.

Outros casos são investigados

A Polícia Civil também investiga outros crimes registrados durante o fim de semana do segundo turno das eleições em Mato Grosso. Apesar de terem ocorrido no período eleitoral, nem todos têm relação com a disputa política, segundo os delegados responsáveis pelas investigações. Veja os casos abaixo:

Policial civil é morto

O policial civil Emilson Ormond Souza, de 56 anos, foi morto a tiros em frente a um bar na Avenida Brasil, em Campo Novo do Parecis, a 400 km de Cuiabá, no domingo. O homem apontado como autor dos disparos, de 59 anos, não teve a identidade divulgada e é procurado pela polícia.

Segundo a Polícia Civil, ele passou pelo estabelecimento em uma caminhonete, fez uma pergunta de cunho político e, depois de receber a resposta, atirou contra as pessoas que estavam no local.

As vítimas tentaram se esconder, e Emilson tentou revidar, mas foi atingido no tórax e não resistiu aos ferimentos. Outra pessoa foi baleada no pé. O homem fugiu após os disparos e foi preso na última segunda-feira (26).

Morte entre irmãos

Na comunidade Barra do Forte, na região do Distrito da Guia, em Cuiabá, os irmãos Gerson de Souza, de 41 anos, e Braulino de Souza, de 48 anos , morreram após um desentendimento em um bar, no dia 24 de outubro.

Um terceiro irmão, Joelson de Souza, de 43 anos , foi atingido por três disparos e levado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde passou por cirurgia e o estado de saúde é considerado estável. Segundo o delegado Marcelo Carvalho, apesar de internado, Joelson foi preso em flagrante.

Familiares e uma testemunha relataram que os três se desentenderam por suposta divergência política. Ainda de acordo com os relatos, Braulino e Joelson estavam armados, e houve uma troca de tiros entre os envolvidos.

No entanto, o delegado Marcelo Carvalho afirmou que já havia um desentendimento entre os irmãos e que a motivação não necessariamente está relacionada à política. As circunstâncias das mortes continuam sob investigação.

Homem mata irmão

Um homem identificado como Gilmar Rodrigues da Silva, de 52 anos , foi morto a tiros após uma discussão em um bar na comunidade Santa Marta, em Paranaíta, a 850 km de Cuiabá, no dia 1° de novembro. O suspeito do crime é o irmão dele, Laércio Antônio da Silva, de 60 anos.

Segundo a Polícia Civil, uma testemunha relatou que os irmãos não se falavam por divergências políticas. A polícia investiga se essa seria a motivação do crime.

Vereador preso após tiros em comemoração eleitoral

Em General Carneiro, a 442 km de Cuiabá, o vereador Marcos Aurélio Bento Pena (MDB) foi preso na noite de domingo, suspeito de atirar contra pessoas que comemoravam o resultado das eleições presidenciais em uma lanchonete.

Segundo a Polícia Militar, os disparos teriam partido da janela da casa do parlamentar em direção ao grupo. Neste caso, não houve registro de morte, mas uma mulher ficou ferida.

O g1 tenta localizar a defesa do vereador.