O Atlético precisa de um centroavante? Esta pergunta foi feita ao técnico Eduardo Domínguez após o empate por 1 a 1 com o Grêmio que eliminou o time mineiro na semifinal da Copa do Brasil.
Sem querer render na resposta, o treinador argentino foi sutil e, num segundo questionamento, rendeu mais sobre a ideia que tem para o setor ofensivo do Alvinegro.
Neste momento, ele conta com Cassierra (que volta de lesão e não está 100% fisicamente), Thiago Borbas, lesionado, e Cauã Soares, jovem das categorias de base.
"Vamos esperar finalizar a temporada e, a partir daí, iniciar a conversar com Paulo", respondeu o técnico atleticano.
"Se fizemos não sei quantas finalizações e eles finalizaram três ao gol e fizeram três, foram eficientes. Dois, com o mesmo jogador. Nós criamos muitas situações para finalizar. Não foram tão claras como queríamos, mas nos faltou alguns milímetros para finalizar. É muito difícil jogar contra um time que sua proposta é defender com três jogadores na grande área. Precisa da qualidade e da individualidade também. Então, se você tem poucas chances para fazer o gol, precisa ajustá-las. Agora vamos encontrar muitas falhas. Temos que ter tranquilidade", foi além.
Tem vilão na queda?
Ainda durante a entrevista coletiva, Eduardo Domínguez tentou defender seus comandados e aproveitou para elogiar a participação dos mais de 40 mil atleticanos na partida deste sábado.
"Já me escutaram por muitas vezes dizer que era difícil o que estavam fazendo os jogadores. Muitos querem encontrar um culpado. A Copa do Brasil de joga desde 1989. Quantos anos até aqui? São 37 anos. Destes, o Atlético fez quatro finais. Isso quer dizer que foram outros 30 anos de fracasso total? Temos que encontrar o equilíbrio. Sabemos os jogadores e o grupo que temos", disse.
"Quero o torcedor esteja muito esperançoso. O que ela fez hoje foi incrível. Precisamos deste abraço e recebemos. Tivemos a energia. Se lotou o estádio nesta semifinal, é porque se sente representado pelos jogadores, que deixam tudo", acrescentou.

