Shaylon Cristian é acusado de assassinar Euler Oliveira Pereira Rocha durante escolta no Hospital Luxemburgo

Minas Gerais | Cler Santos, do R7

05/11/2026 - 11h03 (Atualizado em 05/11/2026 - 11h04 )

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A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia contra Shaylon Cristian Ferreira Moreira, de 26 anos, acusado de matar o policial penal Euler Oliveira Pereira Rocha , de 42 anos, durante uma escolta no Hospital Luxemburgo, na região Centro-Sul de Belo Horizonte . O crime aconteceu em agosto de 2025. Com a decisão, Shaylon se tornou réu por homicídio qualificado e falsa identidade.

A denúncia, apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em 27 de outubro, foi aceita pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte, nesta quarta-feira (4).

Segundo o Ministério Público, Shaylon responde por homicídio cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e contra um agente do sistema prisional no exercício de suas funções. Ele também é acusado de falsa identidade por ter utilizado o uniforme do policial assassinado para fugir do hospital.

A decisão também menciona o policial penal Warlley Carlos dos Reis, que deveria realizar a escolta do detento ao lado de Euler. De acordo com as investigações, Warlley teria abandonado o posto de trabalho sem comunicar a saída, deixando o colega sozinho com o preso.

No despacho, a magistrada informou que o Ministério Público já está adotando as providências necessárias para dar continuidade às investigações contra Warlley. Ele não foi incluído na denúncia recebida pela Justiça.

Relembre o caso

O policial penal Euler Oliveira Pereira Rocha, que tinha 15 anos de atuação na Polícia Penal, foi morto a tiros na madrugada de 3 de agosto de 2025 , dentro de um quarto do Hospital Luxemburgo, em Belo Horizonte.

Na época, Shaylon Cristian Ferreira Moreira cumpria pena no Presídio José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e estava internado no hospital desde 27 de julho, sob custódia de policiais penais.

De acordo com a denúncia do MPMG, por volta das 2h16, Shaylon aproveitou a proximidade com Euler, entrou em luta corporal com o agente e conseguiu tomar a arma dele. Em seguida, atirou contra o policial, provocando ferimentos que causaram a morte da vítima, apesar das tentativas de reanimação realizadas pela equipe médica.

Após o crime, o detento teria lavado as mãos ensanguentadas e vestido o uniforme e o colete balístico do policial. Ele também levou uma bolsa com armas de fogo, carregadores e munições.

Imagens de câmeras de segurança registraram a fuga do suspeito, que deixou o hospital vestido como policial penal.

Ainda segundo o Ministério Público, Shaylon abordou uma mulher e conseguiu convencê-la a solicitar uma corrida por aplicativo. A testemunha acreditava que ele era um agente de segurança pública.

No entanto, durante a fuga, o veículo foi interceptado pela Polícia Militar . Shaylon foi preso em flagrante, ainda utilizando o uniforme da vítima e carregando os equipamentos retirados do hospital.

Outro policial penal é investigado

O policial penal Warlley Carlos dos Reis, que também estava escalado para a custódia de Shaylon, passou a ser investigado após a morte do colega.

Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o protocolo de escolta hospitalar determina a presença de dois policiais penais . No dia anterior ao crime, equipes de fiscalização do Departamento Penitenciário de Minas Gerais estiveram no hospital e confirmaram a presença dos dois servidores escalados.

Entretanto, após a última fiscalização, Warlley teria deixado o posto sem autorização ou comunicação prévia. Ele se apresentou à Corregedoria da Sejusp no dia 5 de agosto de 2025 e passou a ser investigado nas esferas administrativa e criminal.

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