Belo Horizonte — O vereador de Divinópolis Flávio Marra (PRD) culpou o governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos) pela derrota de Flávio Bolsonaro (PL) em Minas Gerais no segundo turno das eleições . Em vídeo publicado nas redes sociais após o resultado, o parlamentar chamou o senador de “cagão e covarde” e o acusou de não se empenhar na campanha do candidato do PL.

Marra afirmou que Cleitinho, eleito governador de Minas, deveria ter se mobilizado mais para ajudar Flávio , especialmente no estado. Em uma virada em relação ao primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o senador e conquistou a reeleição.

“Chegou a hora que a família Bolsonaro precisava dele, ele se acovardou, mais uma vez. Essa conversa de que tem que se pacificar, essa conversa de que quem ganhar a eleição ele vai lá conversar, essa conversa do Cleitinho… O Cleitinho sendo Cleitinho. Quem conhece o Cleitinho na intimidade sabe que eu estou falando que ele se acovardou”, declarou o político da mesma cidade do Cleitinho.

O vereador também criticou a postura de Cleitinho durante a campanha e afirmou que o governador eleito teria priorizado conteúdos pessoais em publicações nas redes sociais, em vez de participar de atos em apoio a Flávio.

“O Cleitinho podia ter feito muito mais do que fez. Afinal, ele é governador de Minas, eleito no primeiro turno, com mais de seis milhões de votos. E o Cleitinho se preocupou em fazer academia, em correr, em fazer videozinho só dentro da casa dele. Não foi para a rua dar voto para o Bolsonaro”, criticou.

E continuou: “Ele não fez campanha e, por isso, o Flávio perdeu aqui em Minas Gerais. A culpa é dele. Eu quero ver se você tem coragem de me responder. Ah, não, porque ele é um cagão, um cagão” , disparou.

Apoio a Flávio

Apesar das críticas, Cleitinho declarou apoio a Flávio Bolsonaro durante a disputa presidencial e participou de alguns atos de campanha em Minas Gerais. No entanto, sua mobilização nas redes sociais em favor do candidato foi mais discreta.

No domingo (25/10), antes de votar em Divinópolis, o governador eleito defendeu a pacificação do país após o resultado das urnas e afirmou que estaria disposto a dialogar com o vencedor, independentemente de quem fosse eleito.

“Sou apoiador do Flávio, estou votando no Flávio, mas, caso o Lula ganhe a eleição, o meu ato como governador é procurar tanto o Flávio quanto o Lula”, declarou na ocasião.