Belo Horizonte – A Companhia Siderúrgica de Pará de Minas (Cisam), no Centro-Oeste de Minas Gerais, anunciou a suspensão da produção de aço por tempo indeterminado e a demissão de 70 funcionários. As atividades foram interrompidas nessa quinta-feira (5/11).
Segundo a empresa, a medida foi tomada devido ao cenário atual do mercado e a dificuldades que estão fora de seu controle, como problemas no abastecimento de gusa, material utilizado na fabricação do aço.
A Cisam informou ainda que o sindicato dos trabalhadores foi avisado com antecedência sobre a paralisação e garantiu que todos os direitos trabalhistas serão cumpridos.
Em um vídeo que circula nas redes sociais, é possível ver o momento em que a categoria é informada: “Poucas pessoas ficam só para dar manutenção. Eu tô comunicando vocês que nós estamos hibernando e, infelizmente, rescindindo o contrato com vocês”, disse um representante da empresa.
Depois, ele agradece e se desculpa: “Do fundo do coração, quero agradecer muito. Tem pessoas que têm que passar pelo médico. Tem pessoas que vão direto para o RH. E tem pessoas que vão passar pelo exame clínico. Então, nós teremos uma van aí fora que conduzirá vocês. Desculpa”, finaliza.
A reportagem tenta contato com o sindicato e com a prefeitura da cidade e não teve um retorno até o momento.
Gerdau fechada em Divinópolis
O encerramento ocorre dois dias depois do anúncio do fim da produção de aço na unidade da Gerdau em Divinópolis , também no Centro-Oeste.
A decisão de suspender a produção decorre da perda de competitividade gerada pelos custos do minério de ferro e do avanço do aço importado, impactando diretamente centenas de metalúrgicos.
Uma audiência pública agendada para o dia 13 de novembro na Câmara Municipal pretende debater saídas para garantir a permanência da empresa .
Conforme reportagem publicada pelo portal Metrópoles , o Sindicato dos Metalúrgicos de Divinópolis informou que, das 400 demissões previstas inicialmente, 280 demissões já foram concretizadas e 120 empregados receberam propostas de transferência para outras filiais, como a de Ouro Branco.
A direção da siderúrgica comprometeu-se a manter em operação os setores de mecânica, logística e laminação, enquanto representantes políticos articulam reuniões com o governo estadual e o vice-presidente Geraldo Alckmin para reverter o fechamento.

