Belo Horizonte – A pesca de espécies nativas está restrita em Minas Gerais desde este domingo (1º/11), com o início de mais um período da piracema. As regras de proteção seguem até 28 de fevereiro de 2027 e têm como objetivo preservar a reprodução dos peixes nos rios e demais cursos d’água do estado.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o tenente Bernardo Bax, da Polícia Militar de Meio Ambiente, explicou o funcionamento do período de defeso e alertou para as restrições. “Você sabia que pode ser preso por pescar?” , questionou o militar ao chamar a atenção para o início da temporada.

A piracema é o processo de migração de determinadas espécies de peixes rio acima, em direção às áreas de reprodução. Durante esse deslocamento, os animais realizam a desova. A proteção nesse intervalo é importante para garantir a reprodução e a reposição dos estoques pesqueiros.

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O que pode e o que não pode na piracema

Durante o defeso, a captura de espécies nativas é proibida. A pesca fica permitida apenas para espécies exóticas ou predadoras da bacia hidrográfica, como tucunaré, tilápia, bagre-africano e apaiari , desde que respeitadas as normas aplicáveis.

Os equipamentos autorizados são linhada de mão, carretilha ou molinete, para todas as categorias de pesca. O limite de captura é de três quilos de pescado mais um exemplar por pescador.

Torneios e competições de pesca desportiva dependem de autorização prévia do Instituto Estadual de Florestas (IEF) e também devem respeitar as restrições da piracema e as regras específicas de cada bacia hidrográfica.

As normas do período de defeso não se aplicam à despesca em lagos artificiais e pesque-pagues.

Mais de 3t de pescado apreendidas na última temporada

O balanço da fiscalização realizada entre 1º de novembro de 2025 e 28 de fevereiro de 2026 aponta que mais de 3 mil quilos de pescado foram apreendidos em Minas Gerais . As ações foram conduzidas pelo Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e pela Polícia Militar.

No período, foram registrados 289 autos de fiscalização , 178 autos de infração e 20 autos de notificação. As equipes também realizaram 23 operações voltadas ao combate à pesca irregular, incluindo a operação especial Nativus.

Além dos peixes, foram recolhidas 522 redes de pesca, 72 tarrafas, 40 varas ou caniços, 18 molinetes ou carretilhas e quatro embarcações utilizadas em atividades irregulares.

A fiscalização tem caráter preventivo e repressivo, com ações em rios, lagos e represas para coibir a pesca ilegal e orientar pescadores profissionais e amadores sobre as regras do período.

O tenente Bernardo Bax orientou os interessados a consultar as normas específicas de Minas Gerais no site do IEF . Respeitar as restrições durante a piracema ajuda a proteger as espécies nativas e a manter o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos.