Mais do que um documentário tradicional, a estreia de "Back to the Beginning" nos cinemas funciona quase como "o show cover mais estrelado da história" . O longa retrata o grandioso festival em Birmingham que marcou o adeus do Black Sabbath e a despedida de Ozzy Osbourne dos palcos, reunindo gigantes da música em um tributo emocionante aos criadores do heavy metal. O filme estreou nesta quarta-feira (28) e tem sessões na quinta (29) e no sábado (31), em diversas cidades do Brasil.

Para o público brasileiro, o filme guarda um orgulho logo na abertura: o Mastodon surge no palco contando com duas participações de peso do país, o tecladista João Nogueira e o baterista Eloi Casagrande na percussão. Ao longo de suas duas horas e meia, a obra aposta forte em performances estendidas — com revezamentos de peso como Metallica, Slayer, Anthrax e Pantera —, sem fugir de críticas pontuais aos altos e baixos da maratona de covers, como as derrapadas de Axl Rose e Phil Anselmo.

Mas o que realmente sustenta a experiência é o clima genuíno de gratidão e o peso de ver, após quase duas horas de projeção, a reunião completa dos quatro integrantes originais do Black Sabbath. O ápice emocional chega na reta final com "Mama, I'm Coming Home" , momento em que a voz de Ozzy falha e Zakk Wylde corre para amparar o mestre no microfone.

Mais do que uma homenagem, o filme sintetiza o último e realizado desejo de Ozzy: fechar um ciclo de mais de 50 anos do jeito dele, olhando para os parceiros de longa data com carinho e saindo de cena em paz. Uma despedida que deixa no ar a reflexão trazida por Maurício Dehò: o que te faría feliz hoje, e quem poderia te ajudar a realizar isso?