‘Muitas vezes tem ameaça de exoneração, de perda de gratificação ou também falsas promessas de aumento salarial’, enumera

2026 | Do R7, com RECORD NEWS

30/10/2026 - 15h30 (Atualizado em 30/10/2026 - 15h30 )

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Na tarde desta quinta-feira (29), o MPT (Ministério Público do Trabalho) divulgou que 4.062 denúncias por assédio eleitoral no trabalho foram registradas no contexto das eleições de 2026. O número ultrapassa o total visto nas eleições de 2022. Do valor total, 1.817 das ocorrências foram catalogadas somente após o segundo turno.

O procurador-geral do Trabalho do MPT, Gláucio Araújo de Oliveira, lamentou o número crescente de denúncias: “O Ministério tem uma atuação imediata e contundente para não deixar disseminar uma prática que representa nada mais, nada menos do que um retrocesso civilizatório”. A prática é considerada crime eleitoral e se caracteriza pelo constrangimento, pressão ou ameaça de um trabalhador por causas políticas.

“Muitas vezes tem ameaça de exoneração, de perda de gratificação ou também falsas promessas de aumento salarial [...] de modo a interferir e a buscar que aquele [...] eleitor votasse no candidato de maior simpatia do gestor”, exemplificou durante o programa Link News . O procurador-geral declarou que denúncias anônimas ou sigilosas podem ser feitas pelo portal oficial do MPT.

Araújo também recomenda àqueles que foram desligados que busquem o Ministério Público , a entidade sindical do setor ou um advogado trabalhista para dar início a uma ação contra a empresa com o objetivo de ser reintegrado ao emprego, receber indenizações ou aplicar multas contra a administração responsável.

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