A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) vai mobilizar todo o quadro funcional para atuar durante o segundo turno das eleições, neste domingo (25/10), e prevenir confrontos entre grupos políticos após a divulgação do resultado.

Serão cerca de 40 mil policiais e anúncio dos preparativos foi realizado nesta sexta-feira (23/10) em coletiva de imprensa com o órgão.

A corporação já mapeou os locais de concentração de apoiadores em todo o estado e prevê a presença ostensiva de equipes para evitar que grupos adversários se encontrem e para proteger pessoas que eventualmente passem por áreas ocupadas por rivais. “Certamente nós teremos alguém comemorando e alguém lamentando.

Isso é certeza”, afirmou o diretor de Apoio Operacional da PMMG, coronel Célio César dos Santos Aparecido.

Segundo o militar, o planejamento prevê o posicionamento de policiais nos locais identificados como pontos de manifestação, tanto em Belo Horizonte quanto nos demais municípios mineiros.

A intenção é direcionar grupos com posições políticas opostas para que não ocupem o mesmo espaço e evitar situações de hostilidade ou agressão. “Se a gente trabalha com risco de, às vezes, acidentalmente alguém de um partido passar pelo local de concentração do outro partido, nós estaremos com equipes até para garantir que essas pessoas não sofram qualquer tipo de hostilidade e muito menos qualquer tipo de agressão”, declarou.

O trabalho da PM não ficará restrito ao período de votação.

De acordo com o coronel, os militares permanecerão nas ruas até o encerramento das atividades de comemoração relacionadas ao resultado, mesmo que elas avancem além das 17h, horário de fechamento das urnas. “Quando eu falo final, não é às 17 horas.

Quando eu falo final, é o final de todas as atividades de comemoração.

Nós, policiais militares, só iremos descansar quando tivermos a certeza de que estamos entregando as nossas cidades de uma forma tranquila e segura”, afirmou.

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De acordo com ele, todo o efetivo da corporação estará empregado no período, com presença nos 853 municípios mineiros. “Nós não temos um município, nós não temos um distrito neste momento que não tenha presença efetiva da Polícia Militar, de um policial militar”, disse o coronel.

Ele acrescentou que haverá um oficial, capitão ou tenente, em cada município para acompanhar e qualificar a atuação das equipes.

A PM também prevê ajustes pontuais na distribuição dos militares em relação ao primeiro turno, realizado em 4 de outubro.

Segundo o diretor de Apoio Operacional, a experiência anterior permitiu identificar situações em que o efetivo foi dimensionado acima da necessidade em determinados locais e precisou ser remanejado para outros pontos. “São situações tão pontuais, justamente definidas no nosso planejamento”, afirmou.

A Polícia Militar também manterá a escolta das urnas eletrônicas entre os locais de armazenamento e os pontos de votação.

Após o encerramento do pleito, os equipamentos serão recolhidos e transportados aos locais indicados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG).

A corporação utilizará recursos tecnológicos para acompanhar o deslocamento e identificar eventuais intercorrências durante o transporte, como congestionamentos ou problemas mecânicos nos veículos.

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O planejamento inclui ainda o policiamento das rodovias estaduais e das rodovias federais delegadas à corporação.

Segundo o coronel, a Polícia Militar Rodoviária já levantou os pontos de atenção e posicionou efetivo ao longo das principais estradas.

No primeiro turno, conforme o militar, não houve indicativos de bloqueios ou de restrições à liberdade de circulação nas rodovias sob responsabilidade da corporação.

Para domingo, o policiamento será mantido para prevenir ocorrências e assegurar o direito de ir e vir.

Polícia alerta para crimes eleitorais

A PM também atuará na prevenção e na repressão a crimes eleitorais durante o segundo turno.

Entre as ocorrências citadas pelo coronel estão o transporte irregular de eleitores, o fornecimento de alimentação com finalidade eleitoral e a boca de urna.

Segundo Célio César, a legislação permite a realização de comícios, caminhadas e pedidos de voto até sábado (24/10).

No domingo, essas práticas de campanha não serão permitidas.

O coronel ressaltou, porém, que manifestações individuais e pacíficas, como o uso de camiseta ou adesivo de candidato, não configuram crime eleitoral por si só.

A atuação policial também buscará impedir concentrações de eleitores destinadas a influenciar a decisão de outras pessoas nas proximidades dos locais de votação.

A corporação informou que manterá a integração com o TRE-MG e com as demais forças de segurança para executar o planejamento e garantir que os eleitores possam exercer o direito ao voto sem constrangimento.