Quem passou pela lagoa da Pampulha na manhã deste sábado (24/10) se surpreendeu com o grande número de peixes mortos nas margens do espelho d'água.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram funcionários da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) em uma balsa recolhendo centenas de animais mortos.

Assista:

Cidades - A lagoa da Pampulha amanheceu repleta de peixes mortos, neste sábado (24), surpreendendo quem passava pela região.

Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), a mortandade dos peixes é acompanhada pelo município e uma das causas que estão sendo avaliadas é a inversão térmica, fenômeno que ocorre quando há mudança brusca na temperatura, o que gera a redução no oxigênio da água.

A possibilidade de despejo irregular de resíduos na lagoa também é verificada pelo município.

— O TEMPO (@otempo) October 24, 2026

Procurada por O TEMPO, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente informou que acompanha situação da mortandade dos peixes na lagoa da Pampulha, completando que mais de uma possível causa é apurada.

Funcionário de terceirizada da Copasa, Michael, de 40 anos, contou que veio pela segunda vez na lagoa para pescar, mas se surpreendeu com a quantidade de peixes mortos. "Tinha muito peixe, isso aqui é porque já recolheram boa parte.

Os biólogos da prefeitura falaram que foi devido à falta de oxigenação da água, que está tudo normal", disse com desconfiança.

Uma mulher de 54 anos, que preferiu não ser identificada, conta que vai à Pampulha sempre aos fins de semanas para pescar, e que nunca tinha presenciado situação parecida. "Vez ou outra aparecer um morto é normal, mas nessa quantidade, eu nunca vi", garantiu.

Frequentadores da lagoa se surpreenderam com a quantidade de peixes mortos l JOSÉ VÍTOR CAMILO / O TEMPO

Despejo irregular de resíduos é investigado

Ainda segundo a PBH, uma das causas que estão sendo avaliadas é a inversão térmica, um fenômeno natural que pode ocorrer após mudanças bruscas de temperatura, chuvas intensas e ventos fortes. "Nesse processo, a água profunda, com menos oxigênio, mistura-se à água da superfície, reduzindo o oxigênio disponível para os peixes", detalhou.

Entretanto, outra possibilidade investigada pelo município, junto à Copasa, é a possibilidade de "despejo irregular de resíduos nos córregos que deságuam na lagoa".

Para isso, será feita a análise do monitoramento da qualidade da água.

"As equipes da Secretaria continuam monitorando a situação e recolhendo os peixes mortos para identificar alterações e adotar as medidas necessárias à preservação da lagoa da Pampulha", concluiu o município.

A reportagem também procurou a Copasa e aguarda um posicionamento sobre a situação da Pampulha.