A Justiça de Minas Gerais impronunciou Vinício Oliveira da Silva , conhecido como “Neguinho da Mabel”, acusado de dois homicídios consumados e uma tentativa de homicídio. A decisão foi assinada na terça-feira (27) e também determinou a revogação da prisão preventiva do réu.

Na decisão, a juíza considerou que não havia indícios suficientes para atribuir os crimes a Vinício e levá-lo a julgamento pelo Tribunal do Júri. Segundo o documento, as testemunhas ouvidas não conseguiram identificá-lo com precisão como autor dos crimes, e a vítima sobrevivente da tentativa de homicídio não o reconheceu.

O Ministério Público também havia pedido a impronúncia por falta de indícios mínimos de autoria.

A magistrada determinou a expedição do alvará de soltura, ressalvando a possibilidade de Vinício permanecer preso caso houvesse outro motivo legal. Procurada pela Itatiaia , a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que até as 11 horas desta quarta-feira (28) ele ainda estava no sistema prisional.

Prisão na casa de influenciadora

Vinício foi preso pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) em 25 de agosto, na casa da influenciadora Kamila Simioni , na Região da Pampulha, em Belo Horizonte. Um vídeo enviado à Itatiaia mostra o momento da prisão.

Conhecido como “Neguinho da Mabel”, ele era procurado desde 28 de julho de 2025 e respondia a um processo por homicídio no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Além disso, é apontado pelas autoridades como líder do tráfico de drogas na região do Jardim Felicidade, na Região Norte da capital.

A prisão foi realizada por policiais civis da Coordenação de Recursos Especiais (CORE). Após a abordagem, Vinício foi encaminhado ao Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Procurada pela Itatiaia , a defesa de Kamila Simioni afirmou que a influenciadora não tem vínculo com os crimes investigados .

Alvo de emboscada após deixar a prisão

Em março de 2024, Vinício foi alvo de uma emboscada após deixar a Penitenciária Público-Privada de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Na ocasião, o carro em que ele estava com a companheira foi atacado a tiros. Adriana Lopes Cardoso foi baleada e morreu.