O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) emitiu uma nota oficial para esclarecer boatos que circulam nas redes sociais sobre uma suposta alteração não autorizada no local de votação de eleitores para o segundo turno das Eleições 2026 . O posicionamento ocorre após a repercussão de um vídeo em que a influenciadora Gizelly Bicalho afirmava que seu domicílio eleitoral teria sido transferido de São Paulo (SP) de volta para Muniz Freire (ES).

A Justiça Eleitoral classificou a alegação como falsa e explicou que não houve qualquer alteração cadastral sem o consentimento da cidadã. Segundo verificação realizada pela 408ª Zona Eleitoral (Jardim São Luís – SP), a transferência solicitada em maio de 2026 para a capital paulista permanece válida, e a eleitora segue devidamente habilitada para votar em São Paulo.

Erro na navegação do aplicativo gerou confusão

De acordo com o órgão, a divergência apontada na gravação decorreu de uma interpretação equivocada dos dados exibidos no aplicativo e-Título. No vídeo compartilhado, a eleitora exibiu a tela inicial da plataforma, que pode não refletir imediatamente os dados atualizados caso o aplicativo esteja desatualizado ou se a navegação não for feita pelo menu correto.

O TSE enfatiza que a checagem oficial e precisa do endereço de votação deve ser feita exclusivamente por meio da aba “Onde votar” , localizada dentro do próprio aplicativo, ou pela ferramenta de Autoatendimento Eleitoral no portal do tribunal na internet.

Orientação aos eleitores

Para evitar ruídos de informação e dúvidas no dia do pleito, a Justiça Eleitoral reforça a necessidade de manter o e-Título atualizado nas lojas de aplicativos do celular (iOS ou Android). A atualização garante que os dados exibidos na tela do smartphone estejam em sintonia com o cadastro eleitoral oficial.

A Justiça Eleitoral reafirma que nenhum local de votação é alterado de estado ou município entre o primeiro e o segundo turno de uma mesma eleição sem a solicitação expressa e formal do próprio eleitor dentro do prazo legal.