Belo Horizonte — Gleidson Azevedo (Republicanos), deputado federal eleito e irmão do governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), criticou as campanhas de boicote contra empresas e pessoas que declararam apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) . Em vídeo publicado nas redes sociais, ele pediu que eleitores da direita respeitem o resultado das eleições e não deixem de fazer doações a famílias por divergências políticas.

“Não pague o mal com o mal, não confunda fazer justiça com vingança. Eu tô falando isso pra você que é de direita e bate no peito e fala que é cristão”, afirmou .

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O parlamentar eleito disse ter visto publicações de apoiadores da direita anunciando que deixariam de doar cestas básicas a pessoas que votaram no PT. Ele também mencionou a circulação de listas de empresários que teriam apoiado Lula, acompanhadas de pedidos de boicote aos estabelecimentos.

“Eu sei que vocês estão com raiva, assim como eu. Eu queria ter ganhado, mas a gente precisa ter humildade e o respeito de entender que eles venceram. A gente precisa ter o respeito de entender que tem pessoas que pensam diferente da gente”, declarou.

O irmão de Cleitinho também aconselhou os apoiadores a manterem as ações de solidariedade, independentemente do posicionamento político dos beneficiados. “Vai ser assim, levando o amor, que a gente vai conquistar essas pessoas. É levando a verdade, não a mentira, não a perseguição”, disse.

Apesar das críticas aos boicotes, o deputado eleito voltou a atacar o governo Lula, acusando o PT de perseguir adversários políticos. Ele afirmou que pretende atuar em Brasília para combater o que considera injustiças praticadas pelo partido.

Boicotes em Minas Gerais

Após o segundo turno das eleições presidenciais, no domingo (25/10), listas de boicote contra empresas e profissionais acusados de apoiar Lula passaram a circular em cidades mineiras, como Divinópolis, município de Gleidson.

Em Divinópolis, uma publicação intitulada “Boicote às empresas de Divinópolis” reuniu nomes de 23 estabelecimentos e profissionais que seriam alvos da campanha.

A repercussão levou subseções da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG), em Lavras e Cambuí, a divulgar notas repudiando iniciativas que estimulem boicotes, intolerância e retaliações motivadas por divergências políticas.

As entidades defenderam o respeito às diferenças e alertaram que determinadas condutas podem ultrapassar os limites da liberdade de expressão e gerar consequências jurídicas.