Belo Horizonte — Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um grupo de bolsonaristas hostilizando um homem dentro do elevador de um condomínio no bairro Vila da Serra, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte . O caso aconteceu na noite de domingo (25/10), durante a apuração dos votos para presidente.
Nas imagens, feitas pela vítima, é possível ver duas mulheres discutindo e fazendo ofensas. “ Você é nojento, ridículo. O que você tá fazendo no Vila da Serra? Você é petista “, diz uma delas, que usa uma camisa do Brasil, assim como outros integrantes do grupo, que vestem roupas verdes e amarelas e usam adesivos de apoio a Flávio Bolsonaro (PL).
Durante a confusão, uma das mulheres, questiona a roupa usada pelo homem e exige que ele tire a blusa. “Por que você não tira a blusa? Tá cobrindo por quê? Porque você tá no Vila da Serra? Tira. Assuma”, diz.
Em seguida, é dito: “Tira a blusa, usa vermelho. O que você tá fazendo no Vila da Serra?”, afirma. Ao longo da discussão, as mulheres ainda exigem repetidamente que o homem vá embora. A frase “Vaza, petista do cara****” também é repetida diversas vezes.
Umas das mulheres afirma ter menos de 15 anos e ameaça processar o homem caso as imagens fossem publicadas.
O Metrópoles teve acesso ao boletim de ocorrência, que aponta que o caso aconteceu por volta das 21h20, em um prédio na Rua Gonzalez Pecotche.
À polícia, um homem, de 40 anos, procurou as autoridasdes e contou que estava na casa de uma amiga, acompanhando a apuração dos votos para presidente, quando decidiu ir embora.
Ao entrar no elevador, encontrou cinco pessoas que começaram a hostilizá-lo e agredi-lo verbalmente por acreditarem que ele tinha posicionamento político contrário ao delas.
Segundo o relato, as agressões não terminaram no elevador. Ao sair, o homem teria sido atacado por outras pessoas, que deram socos e chutes em seu rosto, abdômen, joelhos, costas e cotovelos.
A vítima afirmou que não reagiu em nenhum momento e que não conseguiu identificar os agressores.
A ocorrência foi registrada como vias de fato/agressão, com motivação político-partidária presumida.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou, por meio de nota, que apura as circunstâncias dos fatos. “As diligências estão em andamento”, disse.
A reportagem tenta contato com as mulheres que apaecem no vídeo. O espaço está aberto caso queiram se manifestar.

