Quando se trata de exercício físico, a combinação entre musculação e atividades cardiovasculares costuma ser o padrão para muitas pessoas. Embora essa união favoreça tanto o ganho de massa quanto o emagrecimento saudável, muita gente ainda fica receosa de ter a hipertrofia prejudicada pelos efeitos do aeróbico.
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O segredo, na verdade, está apenas na organização dos treinos. Ao Metrópoles , o educador físico Vitor Vicente explica que, quando bem dosado, o cardio ajuda a fortalecer a resistência, a performance e até a recuperação muscular.
“Na prática, isso permite treinar com mais intensidade, ter melhor uma recuperação entre as séries e reduzir a fadiga, o que impacta diretamente no desempenho no treino de força”, destaca.
Afinal, como dosar o cardio?
Segundo ele, o chamado efeito de interferência — em que o aeróbico afeta a hipertrofia — só acontece quando há conflito entre adaptações de resistência e força. Dessa forma, sessões muito longas podem acabar dificultando o superávit calórico , fundamental para construir músculos.
Para evitar esse cenário, a dose recomendada para quem tem foco no ganho de massa é de duas a três sessões semanais de intensidade moderada, com duração de 20 a 40 minutos por treino.
Outra estratégia é realizar o aeróbico em dias separados da musculação ou, se feitos no mesmo dia, manter um intervalo mínimo de 6 horas entre eles , priorizando sempre o treino de força primeiro.
Saúde em primeiro lugar
Por último, o especialista destaca a importância de exercícios cardiovasculares para o bem-estar do organismo .
“Atletas de alto rendimento já entenderam isso. No crossfit e em outras modalidades de força, é cada vez mais comum a inclusão de corrida, bike e outros estímulos aeróbicos para melhorar o desempenho geral. Integrar de forma estratégica é o que traz melhores resultados, tanto para a saúde quanto para a performance”, encerra.

