Fala foi divulgada em filme de Petra Costa; quase 4 anos depois, filho mais velho do ex-presidente também foi aos EUA depois de derrota

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O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo , criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu aliado, por ter viajado para a Flórida, nos Estados Unidos, em dezembro de 2022, depois de perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Eu não concordei que ele foi embora para a América. Um líder fica. Paga o preço. Vai para a cadeia ou não” , disse Malafaia no documentário Apocalipse nos Trópicos , da diretora Petra Costa.

Assista ao vídeo (20s):

Malafaia: “Não concordei que ele (Bolsonaro) foi embora… Um líder fica, paga o preço. Vai para a cadeia ou não. Tá aí o Lula: tudo estava indicando que ele ia para a cadeia. Ele fugiu? Não. Postura de um líder.” Agora o Flávio fugiu e diz que vai ser líder via EAD. O Brasil não é para amadores. — Allan dos Panos (@allandospanos) October 27, 2026

Na fala, o pastor fez referência também à prisão de Lula, determinada em 2018 pelo então juiz federal Sergio Moro , depois que o Supremo Tribunal Federal negou um habeas corpus do petista. Lula se entregou à Polícia Federal depois de passar 2 dias na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP).

“Tá aí o Lula. Tudo estava indicando que ele ia para a cadeia. Ele fugiu? Não. Postura de um líder. Então, para mim, o cara sair correndo e ir para a América… não concordei. Não vou concordar nunca. Fica aí e encara. Aguenta o pau” , afirmou Malafaia.

A declaração voltou a circular nas redes sociais depois que Flávio Bolsonaro (PL), filho de Jair, fugiu do Brasil na 3ª feira (27.out.2026), 2 dias depois de perder a eleição presidencial para Lula.

Flávio saiu do país depois de Alexandre de Moraes , do STF, determinar a retenção dos passaportes comum e diplomático de Flávio e proibir o senador de deixar o território brasileiro.

A medida foi tomada no contexto de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz. O senador não entregou os documentos à Polícia Federal e teve os passaportes cancelados. A corporação apura as informações sobre sua saída do país.

O coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), disse a jornalistas que a direção do partido não foi informada sobre uma eventual viagem. Afirmou ter recebido uma mensagem de Flávio na manhã de 3ª feira (27.out), na qual o aliado disse que iria “dar um tempo” .