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Análise: Cruzeiro tem volume, mantém crescente de evolução, mas esbarra em falta de precisão


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Análise: Cruzeiro tem volume, mantém crescente de evolução, mas esbarra em falta de precisão

Empurrado pela torcida, o Cruzeiro fez um jogo de muito volume diante do Botafogo, nessa terça-feira, no Independência, mas não saiu do 0 a 0. Em noite que quase tudo deu certo, com a dupla de volantes (Lucas Ventura e Adriano) mantendo a regularidade, os dois laterais (Rômulo e Matheus Pereira) com muita qualidade na saída de bola e o ataque procurando o gol a todo momento, faltou precisão – e sorte – para a balançar as redes.

No primeiro tempo, a Raposa amassou o Fogão no campo de ataque. Foram 14 finalizações (três delas no gol) contra uma do time carioca. O volume criado, no entanto, não foi suficiente para fazer a bola entrar. Destaque para o meio de campo, que ganhou a maioria das divididas e, consequentemente, facilitou o trabalho da zaga, que pouco trabalhou. Lucas Ventura e Adriano se encaixaram no esquema de Luxa. Esse último teve 81,5% dos passes certos durante a partida.

Na segunda etapa, o Botafogo conseguiu encaixar uma transição rápida que deixou o meio celeste um pouco perdido. Quando conseguiu chegar com perigo, o ataque carioca parou em Fábio, que mais uma vez fez defesas difíceis. Mas a reação do time visitante durou pouco, e a Raposa voltou a pressionar e a ocupar o campo de ataque, sobretudo com as mudanças do técnico.

Na etapa complementar, o treinador fez alterações e promoveu a estreia do jovem Vitor Roque, de apenas 16 anos. Apesar de toda a expectativa da torcida em cima do jovem da base cruzeirense, ele ficou em campo apenas 18 minutos. O atacante teve até uma boa chance logo que pisou em campo, chegando com perigo pela direita, mas não aguentou o ritmo de jogo pegado, e, cansado, foi substituído por Keké. A torcida entendeu o cansaço, mostrou paciência e aplaudiu o garoto na saída de campo.

Eduardo Brock ainda perdeu um gol inacreditável no fim do jogo. Depois de uma troca de passes entre Rômulo e Adriano pela direita, o volante cruzou e a zaga botafoguense se atrapalhou, deixando a bola sobrar na pequena área. O zagueiro chegou chutando, mas pegou mal e mandou para fora, quase sem goleiro. Léo Santos, de cabeça, também teve chance no fim e mandou pela linha de fundo.

Apesar de todo o volume, das boas atuações individuais e do coletivo ter funcionado mais uma vez, o Cruzeiro somou mais um empate no Brasileirão (é o time que mais dividiu pontos com os adversários em toda a Série B – 15 igualdades), e diminuiu as chances de acesso à Série A. Com 39 pontos, na 11ª posição, Raposa está a nove pontos de distância para o G-4.

A cada rodada que passa, a Raposa vê o sonho do retorno à elite do campeonato mais difícil. Agora, são oito jogos até o fim da temporada e, para chegar a 63 pontos (máximo que o clube pode conquistar), precisa ganhar todas as partidas e ainda contar com tropeços adversários para, enfim, entrar no G-4 .

Na próxima rodada, Cruzeiro encara o Avaí, mais um adversário da parte de cima da tabela. A partida ganha ainda um estigma de decisão. Com o resultado da noite dessa terça, a Raposa precisa vencer todos os oito jogos para tentar o acesso. Um tropeço diante do time catarinense na próxima rodada coloca fim à briga celeste por algo maior na Série B, e faz a equipe pensar somente em terminar com dignidade na melhor posição possível. Para o treinador e direção, o jogo pode dar o “start ” de planejamento para 2022.

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