
Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:

Um decreto, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, nesta última quarta-feira (28), proibiu as queimadas em todo o Brasil, durante o período de seca. A medida, que terá duração de sessenta dias, é uma tentativa de evitar que os incêndios continuem pelos próximos meses.
Durante o período de estiagem, as queimadas só podem ser usadas em três situações: controle fitossanitário – que é combate a pragas; para práticas de prevenção e combate a incêndios; e para a agricultura de subsistência, feita por populações tradicionais e indígenas.
Segundo o especialista, Paulo Moutinho, a decisão do Governo foi assertiva. “É um decreto acertado porque na Amazônia a gente está começando ainda o período de seca, em várias regiões essa queima acontece só no meio de setembro. Agora, é importantíssimo que a gente comece a pensar em um plano de longo prazo, como o Brasil tinha antes, de combate ao desmatamento”, afirmou o doutor em Ecologia.
Nos últimos 34 anos, o Brasil já perdeu 89 milhões de hectares de vegetação natural – área que chega a quase o tamanho do estado do estado do Mato Grosso, o terceiro maior do país. Desse total, a Amazônia representa mais da metade. A perda foi de 47 milhões de hectares de floresta amazônica.
Em resposta ao crescimento das queimadas e do desmatamento da Amazônia, dezoito marcar internacionais de calçados e roupas decidiram deixar de comprar couro do Brasil. As empresas cobram uma confirmação de que o couro brasileiro não prejudica o meio ambiente, como requisito para retomar a importação.