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As chuvas esparsas das últimas semanas de novembro têm preocupado produtores rurais de grande parte do Estado de Minas Gerais e até mesmo ocasionado perdas no cultivo de algumas lavouras, tal como a da soja. Contudo, na região, o volume de água foi avaliado como menos prejudicial, acarretando, somente, um leve atraso no processo de plantação.
Segundo Paulo Cesár Stripari, engenheiro agrônomo e inspecionista agropecuário da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), até o momento, não houve grandes registros de perdas na região, sendo um dos motivos a maneira como a chuva tem sido distribuída ao longo do dia.
“Apesar de que, em alguns casos, chove até 60 milímetros em uma hora, o volume está bom, o pessoal tem se revezado e conseguido trabalhar no período em que não está chovendo, que por sua vez corresponde à maior parte do tempo. Talvez os mais prejudicados sejam os que não possuem estruturas cobertas, mas, de maneira geral, a situação pode ser avaliada como boa, com leves atrasos”, considerou o agrônomo.
Também conforme Stripari, no momento, os agricultores voltam suas atenções à cultura de verão: milho e soja. “Esses grãos são os que estão sendo preparados para colheita, além disso, a plantação de café também ganha destaque”, encerrou.
Já no Triângulo Mineiro, conforme disse o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Uberaba (SRU), Gilberto de Oliveira Dias, o atraso do plantio pode ser prejudicial para a “safrinha”, que corresponde aos plantios realizados, normalmente, após a colheita da soja precoce, no período de janeiro a março. “Tais atrasos podem afetar a safrinha também, o que é muito preocupante. Muitas vezes, a safrinha é o que salva o ano do produtor. Ele só tem lucro com boa produtividade nessa época e, se afetar lá na frente, pode ser muito prejudicial”, posicionou-se.